quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Senado do Uruguai despenaliza aborto

Decisão deve ainda ser confirmada pela Câmara dos Deputados; proposta conta com apoio do presidente José Mujica, que prometeu promulgar lei

28 de dezembro de 2011

MONTEVIDEU - O Senado uruguaio deu sua sanção na terça-feira, 27, para a despenalização do aborto nas primeiras doze semanas de gestação. A proposta ainda precisará ser discutida pela Câmara dos Deputados. Na América Latina, o aborto é legal em Cuba (desde 1965) e na Cidade do México – onde foi despenalizado em 2007.
A norma foi aprovada depois de quase dez horas de discussão com 17 votos a favor e 14 contra. A Frente Ampla, governista, votou em bloco a favor da proposta. Na oposição, só o nacionalista Jorge Saravia – ex-integrante da Frente Ampla – apoiou o projeto de despenalização.
“Não podemos ser negligentes com relação às nossas responsabilidades para que tudo aconteça com o maior acesso à informação possível”, afirmou a senadora socialista Mónica Xavier, apoiadora do projeto. “E isso implica liberdade de escolha.”
A proposta estabelece que toda mulher maior de idade tem o direito de interromper a gestação nas primeiras doze semanas. As únicas exceções são os casos de violência sexual, risco de vida da mãe ou má-formação fetal grave, quando não há limites estabelecidos para o aborto. Será necessário comprovar residência no país por, pelo menos, 24 semanas para realizar a interrupção.
“Trata-se de não nos arrogarmos o direito de dizer que quem leva a gravidez até o fim e tem o filho, está bem, enquanto quem não faz isso, por qualquer motivo, está mal”, defende Mónica.
Opositores do projeto argumentam que a vida humana deve ser protegida desde sua concepção. Afirmam também que a lei discrimina o pai por não considerar sua opinião na escolha por interromper a gravidez.
“Esta lei antepõe o direito da mulher ao da criança, que é mais fraca e não pode se defender”, afirmou Lorna Marchetti, ativista pró-vida. “Além disso, converte o aborto em um direito que será pago com o dinheiro do povo.” Manifestantes contrários à proposta carregavam cruzes brancas do lado de fora do Palácio Legislativo. Enquanto isso, apoiadores apresentavam mãos alaranjadas com os dizeres “aborto legal”.
Decisão. O projeto deverá ser discutido pela Câmara dos Deputados em fevereiro, depois do recesso parlamentar. Como o governo conta com maioria na Casa, espera-se que a aprovação da proposta se repita.
Em 2008, a legislatura anterior aprovou uma lei que despenalizava o aborto, mas o então presidente socialista e médico, Tabaré Vázquez, vetou a proposta argumentando que a vida humana deve ser protegida também durante a gestação.
O atual presidente uruguaio José Mujica já manifestou apoio ao projeto aprovado no Senado e prometeu promulgar a lei, caso ela seja aprovada pela Câmara. / AFP e REUTERS



CHAMADO PERMANENTE CONTRA O ABORTO

Em nome do Senhor Deus Todo Poderoso, o Deus de Israel, EU SOU O QUE EU SOU, Amados Alfa e Ômega, Hélios e Vesta, Sanat Kumara e Mestra Vênus, Nossa Senhora e Jesus, Os Quatorze Poderosos Elohim, Arcanjos e Chohans dos Raios, pedimos a proteção de todas as almas que precisam encarnar para que não sejam abortadas. Vinde em defesa da Sagrada Família e da criança que está destinada a nascer. Destitui, em nome e pelo poder e autoridade dos Logos Solares, toda e qualquer tentativa e projetos para legalizar o aborto no Brasil e em outras nações da Terra. Pelo poder da força da Mãe Universal, pelo poder do Grande Sol Central, nós exigimos que esta prática cesse definitivamente e pedimos o julgamento da Mãe Maria para os que patrocinam o aborto. Que a verdade seja manifestada! Que assim seja de acordo com a Vontade de Deus. Amém!



CHAMADO PERMANENTE CONTRA O ABORTO

Em nome do Senhor Deus Todo Poderoso, o Deus de Israel, EU SOU O QUE EU SOU, Amados Alfa e Ômega, Hélios e Vesta, Sanat Kumara e Mestra Vênus, Nossa Senhora e Jesus, Os Quatorze Poderosos Elohim, Arcanjos e Chohans dos Raios, pedimos a proteção de todas as almas que precisam encarnar para que não sejam abortadas. Vinde em defesa da Sagrada Família e da criança que está destinada a nascer. Destitui, em nome e pelo poder e autoridade dos Logos Solares, toda e qualquer tentativa e projetos para legalizar o aborto no Brasil e em outras nações da Terra. Pelo poder da força da Mãe Universal, pelo poder do Grande Sol Central, nós exigimos que esta prática cesse definitivamente e pedimos o julgamento da Mãe Maria para os que patrocinam o aborto. Que a verdade seja manifestada! Que assim seja de acordo com a Vontade de Deus. Amém!


(aos filhos e filhas da Luz, realizem este decreto dinâmico “Chamado Permanente Contra o Aborto” várias vezes por dia, todos os dias, para que a prática do “aborto” cesse definitivamente e, peçam o julgamento de Mãe Maria (Mestra Ascensa Mãe Maria) para todas as pessoas e instituições que patrocinam o aborto.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

5 dicas para evitar intoxicação das crianças em casa


5 dicas para evitar intoxicação das crianças em casa



5 dicas para evitar intoxicação das crianças em casa

Substâncias tóxicas em casa

Um conjunto de organizações de saúde canadenses divulgou uma lista com cinco dicas para que pais evitem a contaminação de crianças por substâncias tóxicas em casa.
Elas são: evitar o acúmulo de poeira, optar por produtos de limpeza sem perfume e menos tóxicos, tomar cuidado durante reformas, evitar certos tipos de plásticos e, na alimentação, evitar certos tipos de peixe que absorvem grandes quantidades de mercúrio.
A campanha de conscientização a respeito dos efeitos da poluição ambiental sobre o cérebro em desenvolvimento foi financiada pelo governo do Canadá e inicialmente se dirige à população do país, mas se aplica na prática a pais e futuros pais em qualquer parte do mundo.
"Se os pais adotarem práticas simples nessas cinco áreas, podem reduzir significativamente a exposição dos seus filhos a substâncias tóxicas e até economizar dinheiro", disse Erica Phipps, diretora da Parceria Canadense para o Ambiente e a Saúde da Criança (CPCHE).

Poeira

Aspirar o pó ou passar pano úmido com frequência para eliminar poeira é a primeira recomendação dos especialistas.
"A poeira em casa é uma grande fonte na exposição de crianças a substâncias tóxicas, incluindo o chumbo, que mesmo em níveis baixos, é conhecido por prejudicar o desenvolvimento do cérebro", disse Bruce Lanphear, especialista em saúde ambiental infantil e consultor do CPCHE.
"O cérebro em desenvolvimento de um feto ou de uma criança é particularmente sensível aos efeitos neurotóxicos do chumbo, mercúrio e outras substâncias tóxicas", explicou Lanphear. "Uma criança absorve 50% do chumbo ingerido, enquanto um adulto absorve 10%".
Segundo o especialista, a criança tende a colocar a mão na boca com frequência, o que aumenta ainda mais os riscos de que ela absorva essas substâncias tóxicas.

Produtos de Limpeza

Os pais podem reduzir o grau de exposição da família a produtos químicos tóxicos e economizar dinheiro ao optar por produtos de limpeza mais ecológicos.
O bicarbonato de sódio pode ser usado para esfregar banheiras e pias, e vinagre diluído em água funciona bem para limpar janelas, chão e outras superfícies, disseram os especialistas.
Evitar o uso de purificadores de ar e optar por sabão sem perfume para lavar roupa pode reduzir a exposição das crianças a substâncias químicas usadas na fabricação de fragrâncias - associadas, em estudos, a distúrbios nas funções hormonais.
Reforçando recomendações feitas por entidades médicas, entre elas a Canadian Medical Association, os especialistas também desaconselharam o uso de sabão antibactericida.

Cuidados em Reformas

Quando houver reformas em casa, mulheres grávidas e crianças devem ficar longe das áreas afetadas pela obra. Isso evita sua exposição à poeira resultante da reforma - contaminada por substâncias tóxicas - e aos gases tóxicos liberados por tintas, cola e outros produtos.
Áreas não afetadas pela reforma devem ser cuidadosamente isoladas com o uso de plásticos. E a poeira deve ser aspirada durante e após a obra.

Cuidados com Plásticos

Certos plásticos devem ser evitados, especialmente quando se serve ou guarda alimentos. Os especialistas canadenses advertem os pais contra o uso de vasilhas de plástico ou de embalagens plásticas no micro-ondas, mesmo quando a etiqueta diz que o produto é seguro para uso no micro-ondas.
Produtos químicos presentes no plástico podem contaminar o alimento ou a bebida - eles explicam.
Comer alimentos frescos ou congelados sempre que possível reduz a exposição ao Bisfenol A, presente na maioria das embalagens de comida e bebida. O produto está associado a uma ampla gama de problemas de saúde, entre eles, problemas de desenvolvimento no cérebro e disfunções endócrinas.
Os especialistas também alertam contra produtos feitos de PVC, também conhecido como vinil. Ele contém um tipo de substância química chamada ftalato, que está associada a diversos problemas de saúde.
Ftalatos podem ser encontrados em cortinas de banheiro, babadores e até capas de chuva.
Os especialistas aconselham que os pais joguem fora brinquedos e mordedores feitos com este tipo de plástico.

Peixe Seguro

Para reduzir a exposição das crianças ao mercúrio, um metal que é tóxico para o cérebro, os especialistas aconselham que sejam escolhidas variedades de peixe que absorvem menos mercúrio, como cavala do Atlântico, truta, arenque, salmão selvagem ou em lata e tilápia.
Se for servir atum, procure as variedades "leves", que absorvem menos mercúrio do que a variedade albacore (atum branco).







Plásticos apresentam riscos críticos à saúde

Plásticos apresentam riscos críticos à saúde



Plásticos apresentam riscos críticos à saúde

Riscos dos plásticos à saúde

A exposição ao bisfenol A (BPA), ftalatos e retardantes de chamas (BPDEs) estão fortemente associados com efeitos adversos à saúde de humanos e animais de laboratório.
Uma seção especial - "O Mundo de Plástico" - do jornal Environmental Research, apresenta novas pesquisas críticas sobre os contaminantes ambientais e os efeitos reprodutivos e comportamentais induzidos pelos plásticos.

Disruptores endócrinos

Os produtos plásticos contêm "químicos disruptores endócrinos" que podem bloquear a produção do hormônio masculino testosterona (ftalatos usados na produção do PVC), imitar a ação do hormônio feminino estrogênio (bisfenol A ou BPA, usado no plástico policarbonato) e interferir com o hormônio da tiróide (retardantes de chamas brominados, ou BPDEs, usados em vários tipos de plásticos).

Danos dos plásticos à saúde e ao meio ambiente

Dois artigos relatam alterações muito similares nos órgãos reprodutivos masculinos de ratos e humanos relacionados à exposição fetal aos ftalatos. Dois artigos mostram que a exposição fetal ao BPA ou aos BPDEs atrapalha o desenvolvimento normal do cérebro e o comportamento em ratos e camundongos. Dois outros artigos fornecem evidências de que esses químicos são contaminantes maciços dos oceanos e causam danos à vida selvagem aquática.
Os outros estudos integram novas pesquisas de laboratório com uma ampla visão que reflete a exposição a uma variedade de químicos presentes nos plásticos. Esses compostos químicos largamente disseminados e encontrados em vários tipos de plásticos, agem independentemente e conjuntamente para afetar de forma adversa a saúde dos humanos, dos animais e do meio ambiente.
Os artigos mostram, entre outras informações, a contaminação maciça do Oceano Pacífico com plásticos e que a quantidade de contaminantes aumentou dramaticamente nos anos recentes. Mostram ainda os efeitos sobre a estrutura e a química cerebral, e os efeitos comportamentais decorrentes, advindos da exposição ao BPA, além da chamada "síndrome dos ftalatos" em filhotes machos de ratos.

Pesquisa em conjunto

"Pela primeira vez uma série de artigos irá aparecer em conjunto, mostrando que os bilhões de quilogramas de uma grande variedade de compostos químicos utilizados na fabricação de diferentes tipos de plásticos podem vazar dos produtos plásticos e causar danos ao cérebro e ao sistema reprodutivo quando a exposição ocorre durante a vida fetal ou antes do desaleitamento," diz o Frederick vom Saal, editor do número especial sobre plásticos.







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Angélica-chinesa e TPM


Angélica-chinesa e TPM


A angélica-chinesa (Angelica sinensis) é um tônico tradicional  utilizado na Ásia como auxiliar do sistema reprodutor feminino. Contudo, os especialistas ocidentais continuam a discutir a eficácia da planta. Embora exista no estado selvagem na Ásia, a angélica-chinesa é também muito cultivada para fins medicinais na China (a espécie A. sinensis) e no Japão (a A. acutiloba), onde muitas mulheres a tomam diariamente para manter uma boa saúde em geral. A forma terapêutica mais espalhada deriva da raiz da A. sinensis, planta de caules ocos que pode atingir 2,5 m de altura e produz flores brancas. Entre os outros nomes da angélica-chinesa, figuram dang gui, dong quai e tang kuie.

Indicações principais

·        Trata problemas da menstruação e da menopausa.
·        Corrige os padrões anormais de hemorragia.
·        Alivia os sintomas da síndrome pré-menstrual (SPM).
·        Alivia as dores menstruais.
·        Reduz os afrontamentos da menopausa.
·        Diminui a secura vaginal associada à menopausa.

Outras indicações:  ajuda a baixar a tensão arterial, pois dilata os vasos sanguíneos, facilitando ao coração o seu trabalho de bombear o sangue para todo o corpo – o que acarreta o benefício acrescentado de melhorar a circulação periférica.

Como atua

Pensa-se que a angélica-chinesa conserva o útero saudável e regulariza o ciclo menstrual. Pode também dilatar os vasos sanguíneos e aumentar o afluxo do sangue a vários órgãos. Porém, mesmo entre os especialistas das plantas medicinais, continuam a existir dúvidas sobre os seus benefícios. Uma das razões pelas quais a atividade da angélica-chinesa tem sido difícil de avaliar é o fato de ser muitas vezes tomada em combinação com outras plantas.

Nota

A angélica-chinesa não deve ser utilizada por mulheres grávidas ou que amamentam.

As pessoas que tomam fármacos anticoagulantes devem consultar um médico ou terapeuta antes de utilizarem a angélica-chinesa.

A angélica-chinesa pode agravar as menstruações com fluxo abundante e aumentar a sensibilidade da pele ao sol.

Possíveis efeitos secundários

A angélica-chinesa pode ter um ligeiro efeito laxante e aumentar o fluxo menstrual. Proteja-se do sol enquanto a tomar, pois a raiz contém compostos, os psoralenos, que tornam algumas pessoas mais sensíveis à luz do sol, podendo sofrer queimaduras graves.

Como tomar

Para aliviar a SPM, dores menstruais e afrontamentos, tomar diariamente 600 mg de extrato de angélica-chinesa. Pode-se obter o mesmo efeito tomando o equivalente em gotas de tintura. Em cápsulas, comprimidos ou líquido, os extratos devem ser normalizados para conter 0,8 a 1,1% de ligustilida. Como alternativa, pode-se tomar um preparado em que se combine a angélica-chinesa com outras plantas medicinais reguladoras da menstruação, como o anho-casto, o alcaçuz e o ginseng-da-sibéna. Para acabar com os sintomas da SPM, deve-se tomar a angélica-chinesa nos dias em que não estiver menstruada. Se sofrer também de dores menstruais, continue a usar a planta até a menstruação cessar. Para dores sem SPM, comece a tomar angélica-chinesa até a véspera do dia previsto para início da menstruação. Para afrontamentos, usar diariamente. O efeito desta planta pode demorar até dois meses para se revelar completamente.

Indicações de compra

Se pretende experimentar esta planta para dores menstruais ou sintomas da menopausa, compre mesmo angélica-chinesa ou japonesa (A sinensis ou A. acutiloba), pois as angélicas europeia (A. archangelica) e americana (A. atropurpúrea) têm ambas sido muito usadas para afecções respiratórias e perturbações do estômago, mas não demonstram efeitos reais no abrandamento dos problemas ginecológicos.

Fonte: Vida de Qualidade (texto adaptado) 


Nota da autora do Cura pela Natureza:

“Fazia um bom tempo que eu tinha cólicas e dor de cabeça no período menstrual. Resolvi usar a angélida-chinesa (Angelica sinensis) e em pouco tempo senti melhora. Comecei a tomar uma semana antes da menstruação e no período menstrual não senti nada. Pelo contrário, me senti muito bem e com muita disposição. Tomei duas xícaras ao dia. Comprei a angélica-chinesa na Mercearia Sim Sim. Ela vem em forma de raiz. Eu usei uma raiz para um litro de água. Faço o chá colocando a raiz e a água no fogo. Depois de ferver, espero dois minutos e desligo o fogo. Deixo amornar e tomo durante o dia. Para mim foi o melhor remédio/chá que tomei até hoje.” 








Componente químico de plásticos 'afemina' meninos, diz estudo

Componente químico de plásticos 'afemina' meninos, diz estudo



Componente químico de plásticos 'afemina' meninos, diz estudo

Risco dos ftalatos

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos indica que a exposição de gestantes a certas substâncias presentes na composição de plásticos pode mudar o comportamento de seus filhos do sexo masculino, fazendo com que eles fiquem "mais femininos".
De acordo com o estudo, de pesquisadores da Universidade de Rochester, alguns tipos de compostos químicos conhecidos como ftalatos interferem no desenvolvimento do cérebro, bloqueando a ação do hormônio masculino testosterona nos bebês.
Os ftalatos são encontrados em embalagens para alimentos, certos tipos de pisos e cortinas plásticas, colas, corantes e artigos têxteis, entre outros itens. Há vários tipos dessa substância, e alguns simulam o efeito do hormônio feminino estrogênio.

Meninos mais femininos

A equipe de pesquisadores, liderada por Shanna Swan, testou amostras de urina de gestantes a partir da metade da gravidez procurando por traços de ftalatos.
As mulheres deram à luz 74 meninos e 71 meninas. Quando os meninos tinham entre quatro e sete anos, os pesquisadores perguntaram às mães sobre seus brinquedos e brincadeiras preferidos.
Eles verificaram que a presença de dois tipos de ftalatos, o DEHP (usado para amaciar o PVC e em produtos como pisos) e o DBP (usado como plastificante em colas, corantes e tecidos), tinha relação com a forma de brincar das crianças.
Os meninos expostos a altas doses desses compostos apresentaram menor tendência a brincar com carros, trens ou armas de brinquedo e a participar de brincadeiras mais agressivas, como lutas.

Anomalias genitais

Já se sabia que estas substâncias interferem na ação de hormônios no organismo e, por isso, elas foram banidas de brinquedos na União Europeia há alguns anos - veja as reportagens Plásticos apresentam riscos críticos à saúde e Idec identifica brinquedos com substâncias tóxicas.
A equipe responsável pelo novo estudo também já havia provado a associação entre a substância e meninos nascidos com anomalias nos genitais.
"Nossos resultados precisam ser confirmados, mas são intrigantes em muitos aspectos", disse Swan.
"Não apenas são consistentes com descobertas anteriores, associando os ftalatos a alterações no desenvolvimento dos genitais, mas também são compatíveis com conhecimentos atuais sobre como os hormônios moldam as diferenças sexuais no cérebro e, portanto, o comportamento."
A pesquisa foi divulgada na publicação científica International Journal of Andrology.









Substância tóxica é encontrada em mais de 100 medicamentos

19/12/2011

Redação do Diário da Saúde

Ftalatos em remédios

O último lugar que você esperaria encontrar uma substância reconhecidamente danosa à saúde seria em um medicamento, certo?
Infelizmente, cientistas das universidades de Harvard e Boston (EUA) descobriram que vários medicamentos e suplementos aprovados pelas autoridades de saúde contêm substâncias que não apenas não ajudam, como podem atrapalhar seriamente a saúde.
As substâncias pertencem a um grupo de compostos químicos conhecidos como ftalatos, que são adicionados aos medicamentos como compostos inativos.

Riscos dos ftalatos

Alguns ftalatos causam danos ao desenvolvimento, sobretudo do sistema reprodutivo.

Estudos em seres humanos ainda são esparsos, mas os primeiros indicaram que os ftalatos podem causar danos ao sistema reprodutor masculino.

·        Componente químico de plásticos 'afemina' meninos, diz estudo
·        Plásticos apresentam riscos críticos à saúde, diz pesquisa
·        5 dicas para evitar intoxicação de crianças em casa

Mas os cientistas argumentam que quase nada se sabe sobre os efeitos dessas substâncias, e algumas delas nunca foram realmente testadas para seus efeitos tóxicos sobre o ser humano, sobretudo quando são usadas de forma combinada.

Revestimento de remédios

Ftalatos como o DBP (dibutil ftalato) e o DEP (dietil ftalato) são usados em medicamentos para cumprir várias funções.
Geralmente eles são usados no revestimento de comprimidos e cápsulas para garantir que o medicamento atinja uma determinada área do trato gastrointestinal, ou libere o princípio ativo aos poucos.
Os cientistas identificaram mais de 100 medicamentos e suplementos alimentares que contêm ftalatos.
Além disso, um grande número de outros produtos possui polímeros de ftalatos que apresentam pequena toxicidade, ou de toxicidade desconhecida – mas eles frequentemente são usados em combinação com outros ftalatos.
Segundo os cientistas, os possíveis efeitos à saúde desses elementos, contidos em medicamentos ou em outros produtos, ainda não são adequadamente conhecidos, o que exige pesquisas a respeito.
Eles acreditam que seu trabalho é um primeiro passo nesse sentido, uma vez que, até agora, nem mesmo há uma lista completa e exaustiva de produtos que utilizam a substância - começar a resolver o problema pelos medicamentos seria um caminho natural.








domingo, 18 de dezembro de 2011

Pólen de flores: propriedades nutricionais e terapêuticas

Pólen de flores: propriedades nutricionais e terapêuticas


Pólen de flores: propriedades nutricionais e terapêuticas

Por Gilberto Coutinho,
terapeuta naturopata com formação em Medicina Tradicional Indiana


1ª parte:


"Pela primeira vez, em 1940, os checos Ian Heitmanek e Iaroslav Svoboda, membros da “Academia das Ciências da Checoslováquia”, demonstraram que o pólen das diferentes espécies de plantas apresentava para as abelhas propriedades nutricionais diferentes"

O pólen (Do lat. pollen), em geral, é um fino pó amarelado, visível apenas ao microscópio, formado nas anteras, situadas nas extremidades dos estames (órgão reprodutor masculino) das flores, por um conjunto de estruturas microscópicas produtoras de gametas ou células sexuais (gametófitos), elementos que constituem o sistema reprodutor masculino (androceu) dos vegetais com flores, estruturas exclusivas das angiospermas (plantas que produzem flores, cujas sementes encontram-se dentro de seus frutos).

O pólen é um produto de secreção dos órgãos sexuais masculinos das plantas.

As abelhas operárias deixam a colmeia em busca do pólen, do néctar e da água. O pólen é colhido das flores de plantas e árvores de forma semelhante à colheita da própolis, produto elaborado a partir de resinas extraídas de árvores e plantas (botões das flores, folhas e cascas das árvores) e da salivação das abelhas.

Durante a produção da própolis, as abelhas “mastigam” as resinas, misturando-as com suas próprias enzimas salivares (amilases, catepsinas, lipases e tripsina). As abelhas utilizam o pólen como alimento principal e fonte de proteínas, tanto para o seu uso próprio quanto para o sustento e o desenvolvimento das larvas, inclusive para garantir suas funções fisiológicas e glandulares, responsáveis pela produção de geleia real, cera, fermentos e enzimas.

Durante a colheita, as abelhas umedecem o pólen com sua própria saliva misturada com néctar das flores e o alojam em receptáculos especiais (corbículas ou corbelhas) localizados na base de suas patas posteriores. Ao serem preenchidas de pólen, as corbelhas podem chegar a pesar cerca de 20 mg e conter, aproximadamente, 4 milhões de grãos de pólen.

Ao chegar à colmeia, as abelhas operárias depositam o pólen no interior de alvéolos hexagonais, perfeitamente construídos, e os recobrem de mel, dando origem ao pão da abelha (alimento constituído a partir do pólen embebido no mel). No início dos anos de 1950, pesquisadores constataram que as abelhas podem gerar 150.000 novas abelhas com cerca de 30 a 50 kg de pólen. Ao se alimentarem com o pão das abelhas, as abelhas podem criar em média 175 larvas por dia.

As operárias elaboram a cera e com ela constroem os favos cujos alvéolos servem para armazenar o mel, o pão da abelha e funcionar como berçário para a criação. A fabricação da cera pelas operárias depende de suas glândulas cerígenas, como também do consumo, pela abelha, do mel e pão da abelha. As operárias apenas constroem os favos se a sua colmeia tiver uma rainha. As abelhas preservam a colmeia num estado de limpeza e assepsia ideal, vedando todas as fendas com resina de própolis (rica em bálsamos de composição aromática, cera, pólen, óleos étricos, gordura, ácidos, traços de minerais, vitaminas, caroteno, bioflavonoides, antibióticos, enzimas, etc., conforme análises clínicas dos maiores laboratórios do mundo; apresenta propriedades antioxidantes, antissépticas, bactericidas e antivirais) e as paredes interiores da colmeia.

Biologia da flor

Nas angiospermas, grupo mais abundante e com maior diversidade entre as plantas terrestres (mais de 250.000 espécies), as estruturas relacionadas com a reprodução sexuada encontram-se nas flores. As flores completas são formadas por pedicelo (ou pedúnculo) e um receptáculo, onde se inserem os verticilos florais: cálice (conjunto de sépalas, geralmente, verdes); corola (conjunto de pétalas, de cores variáveis); androceu (formado pelos estames, constituído de antera e filete); gineceu (constituído de estigma, estilete e ovário, é o sistema reprodutor feminino). Há flores que apresentam apenas o androceu ou o gineceu, sendo flores masculinas ou femininas, no entanto a maioria possui androceu e gineceu.

O número de estames por flor varia muito, existem flores com um só estame, como é o caso do gênero Euphorbia, até flores com mais de 100 estames, como em certas espécies de Myrtaceae. Cada estame é constituído de filete (porção estéril, de forma fina e alongada e que contém em sua extremidade a antera), antera (de forma globosa, geralmente, contém em seu interior quatro sacos polínicos (microsporângios ou androsporângios), onde se formam os grãos de pólen, sendo um saco polínico anterior e outro posterior que juntos formam uma teca; a antera é formada por duas tecas) e conectivo (parte estéril que se situa entre as duas tecas).

A liberação do grão-de-pólen ocorre através da deiscência (ruptura natural) da teca. Os grãos de pólen das gimnospermas (subclasse de plantas que têm sementes expostas, não contidas em frutos fechados) só podem ser transportados pelo vento (ou seja, a polinização é efetuada pelo vento), enquanto os das angiospermas (na sua grande maioria) podem também ser transportados por animais (em geral, insetos, aves e morcegos), dependendo da espécie da planta.

As flores, geralmente, possuem nectários, estruturas que produzem o néctar, líquido açucarado, nutritivo, mais ou menos viscoso, rico em glicídios (açúcares, substâncias energéticas), que serve de alimento para insetos sugadores (abelhas, borboletas, etc.) e pássaros (beija-flor, etc.). Ao se alimentarem do néctar, esses animais atuam como importantes agentes polinizadores das espécies vegetais.

Propriedades nutricionais e terapêuticas



Pela primeira vez, em 1940, os checos Ian Heitmanek e Iaroslav Svoboda, membros da “Academia das Ciências da Checoslováquia”, demonstraram que o pólen das diferentes espécies de plantas apresentava para as abelhas propriedades nutricionais diferentes. No final da década de 1970, o pólen das flores passou a despertar grande interesse popular e científico, quando diversos atletas famosos passaram a consumi-lo como suplemento nutricional e a testemunhar seus diversos benefícios à saúde. Na Alemanha, o uso de pólen é permitido como estimulante do apetite.

No Brasil, diversas universidades têm-se dedicado à análise e ao estudo científico das propriedades nutricionais e terapêuticas do mel, da geleia real e da cera das abelhas, como também do pólen das flores e das possíveis propriedades terapêuticas das toxinas das abelhas. Em todos os países em que a apicultura é desenvolvida, existe um crescente interesse científico e econômico de se ampliar a produção dos produtos oriundos das abelhas, mediante ensinos e métodos seguros e adequados.

O pólen recolhido pelas abelhas e os produtos à base de pólen não apresentam qualidade uniforme, ou seja, não são padronizados, pelo fato de se originarem de plantas de espécies muito variadas e de sua composição química variar de semana para semana e de uma colmeia para outra. No entanto, o pólen é fonte importante de proteínas e de um complexo concentrado de substâncias nutritivas e biologicamente ativas que conferem a ele propriedades profiláticas e terapêuticas. Composto de proteínas, carboidratos, sais minerais, ácidos graxos essenciais, (ácidos alfalinolênico e linoleico), o pólen também contém pequenas quantidades de vitamina C, vitaminas do complexo B e vários aminoácidos, hormônios, enzimas e coenzimas.

Acredita-se que alguns apicultores russos da Caucásia chegavam alcançar a idade de 160 anos pelo fato de mastigarem regularmente favos contendo mel e pólen frescos. De modo geral, deve-se considerar o pólen, a propolina, a geleia real e o mel das abelhas como importantes suplementos nutricionais, inclusive com relevantes propriedades terapêuticas, porém não como medicamentos propriamente ditos.

O pólen contém todos os elementos essenciais à vida dos organismos vegetais e animais. É também rico em vitaminas e hormônios do crescimento.

Fonte:


2ª parte:


"Os bioflavonoides encontrados no pólen das flores (e também na própolis e Ginkgo biloba) atuam nas funções fisiológicas da seguinte forma: auxiliam na absorção e na utilização da vitamina C; protegem o organismo contra a ação dos radicais livres (devida sua poderosa ação antioxidante); beneficia o tecido colágeno (olhos, pele e cartilagens articulares); melhora a elasticidade, a permeabilidade e a resistência dos capilares sanguíneos (prevenindo e combatendo, dentre outros males, a fragilidade capilar); no combate dos quadros alérgicos, e atuam como antiinflamatórios"

Na primeira parte, expliquei o que é o pólen de flores, falei sobre suas proriedades nutricionais e sobre a biologia da flor. Agora abordarei neste segundo texto a conclusão sobre o tema. 

Componentes químicos

Em média, o pólen de flores contém as seguintes substâncias: proteínas (10 a 30%), gorduras (5 a 14%), carboidratos (30 a 40%), cinzas/resíduos (2 a 7%), água (5 a 10%), antibióticos e enzimas (fonte: “Abelhas e Saúde”, Prof. Ernesto Ulrich Breyer, 5ª Edição – 1985).
Usos relatados

Embora o uso de pólen de flores seja muito antigo (os médicos indianos, egípcios e chineses já conheciam suas propriedades, assim como o médico grego Hipócrates) e hajam indicações tradicionais para o combate e a prevenção de diversas enfermidades, ainda não existem estudos clínicos definitivos que confirmem qualquer uma dessas alegações.

Na Europa, no início dos anos de 1960, o pólen de flores foi utilizado no combate da prostatite e hiperplasia prostática benigna (HPB). Embora seu mecanismo de ação não tenha sido esclarecido, o pólen de flores demonstrou-se eficaz em vários estudos clínicos *duplo-cegos. Provavelmente, tal efeito terapêutico tenha sido alcançado devido à elevada concentração de bioflavonoides (vitamina P).

Os bioflavonoides encontrados no pólen das flores (e também na própolis eGinkgo biloba) atuam nas funções fisiológicas da seguinte forma: auxiliam na absorção e na utilização da vitamina C; protegem o organismo contra a ação dos radicais livres (devida sua poderosa ação antioxidante); beneficia o tecido colágeno (olhos, pele e cartilagens articulares); melhora a elasticidade, a permeabilidade e a resistência dos capilares sanguíneos (prevenindo e combatendo, dentre outros males, a fragilidade capilar); no combate dos quadros alérgicos, e atuam como antiinflamatórios.

Devido à sua composição muito complexa e rica em minerais, enzimas, vitaminas, aminoácidos, compostos revitalizantes e biologicamente ativos, o pólen de flores tem sido indicado como tônico (estimulante e fortificante do organismo), estomáquico (favorece a digestão gástrica, sendo não contraindicado na úlcera), estimulante do apetite, no combate à fadiga, ao esgotamento físico e mental, ao estresse, à anemia, à asma brônquica, à prisão de ventre, à diarreia (pois auxilia na normalização das funções intestinais), à impotência sexual, e nos quadros de alergias (embora, seja contraindicado nos casos de história de alergia ao pólen, devido ao risco de reações de hipersensibilidade).

Pelo elevado teor de antioxidantes, o pólen é também considerado útil na prevenção do câncer e das doenças do coração (cardiopatias), auxilia na redução do colesterol e dos triglicerídeos. Indicado também para estimular a imunidade e fortalecer crianças pálidas e doentes. Atualmente, o uso terapêutico do pólen passou a ser recomendado por alguns médicos alopáticos no combate à inapetência (falta de apetite), ao estresse e nos quadros de desgastes nervosos.
Reações colaterais

Reações alérgicas, em pessoas suscetíveis, que podem incluir desde náuseas e vômitos até anafilaxia (reação alérgica severa) (Broadhurst, 1997).

Interações

Evitar o uso concomitante do pólen de flores com agentes hipoglicemiantes. O emprego de pólen com insulina e outros hipoglicemiantes podem ocasionar hiperglicemia em diabéticos.
Precauções e contraindicações

É contraindicado nos casos de alergia ao pólen de flores (devido ao risco de reações de hipersensibilidade), hiperglicemia (aumento anormal da taxa de açúcar circulante no sangue) e diabetes mellitus.
Posologia

A maioria das fontes sugere 500 a 1000 mg via oral, três vezes ao dia, 30 minutos antes das principais refeições.

Ecologia das abelhas

Embora recentes pesquisas realizadas nos EUA não consigam concluir a razão da diminuição drástica e crescente da população de abelhas no país, é possível que as alterações climáticas (aumento e declínio da temperatura), a destruição da camada de ozônio (aumento da radioatividade UVA e UVB na atmosfera terrestre), a poluição do ar e dos rios, a chuva ácida, o crescente desmatamento das florestas nativas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e pesticidas, abalos sísmicos, dentre outros fatores, sejam decisivamente responsáveis pelo desaparecimento das abelhas e de outras espécies da flora e fauna, como tem ocorrido nos países do hemisfério Norte (EUA e Europa).

As abelhas, assim como outros insetos e animais, são indispensáveis no processo de polinização de muitas espécies de plantas, inclusive as nativas. As árvores frutíferas, para produzir frutos, sementes e preservar a perpetuação de suas espécies, necessitam de ser polinizadas pelas abelhas e o seu desaparecimento pode afetar drasticamente a alimentação de várias espécies de animais e da própria espécie humana. Certas espécies de plantas, arbustos e árvores podem deixar de se reproduzir com o desaparecimento de insetos e animais polinizadores, o que pode alterar profundamente os ecossistemas.

Assim como certas espécies da flora (musgos) e fauna (anfíbios anuros: sapos, rãs e pererecas) são bons bioindicadores ambientais, as abelhas, dentre outros insetos polinizadores, também são excelentes indicadores biológicos, sensíveis às alterações climáticas e dos ecossistemas causadas pela poluição, pela expansão de áreas agrícolas, pela mineração, pelas queimadas e, sobretudo, pelo crescimento urbano e industrial. Existem poucos e inconclusivos estudos sobre fatores etiológicos (causadores) que podem estar relacionados com o declínio da população de abelhas, entretanto a ameaça à preservação das abelhas parece configurar-se na destruição de seus habitats naturais.

Outras considerações

É recomendável refrigerar o pólen fresco para se preservarem suas propriedades nutricionais e terapêuticas. O pólen importado é frequentemente submetido a técnicas de esterilização, o que pode contribuir para a degradação de muitas enzimas e nutrientes.

O pólen de certas flores pode ser tóxico, esse não deve ser consumido: Nerium oleander (espirradeira, oleandro, louro-rosa, rododendro), cujas flores contêm vários glicosídeos cardioativos, pode ocasionar atividade espasmolítica, depressora do sistema nervoso central e do coração (em altas concentrações) e abortiva; e Hyoscyamus niger (meimendro), originário da Europa, atualmente encontra-se amplamente distribuído no Brasil, apresenta flores amareladas e roxas reticuladas (famoso veneno citado na obra de Shakespeare, em que o pai de Hamlet é morto por ele).

Espécies de plantas de muitas famílias podem causar envenenamento às abelhas devido à toxicidade do pólen ou néctar. Porém, as plantas que envenenam as abelhas são aquelas que, geralmente, produzem pouco néctar ou pólen (Barker, 1990). Robinson & Oertel (1975) classificaram as seguintes plantas como produtoras de néctar tóxico para abelhas: Kalmia latifólia, Aesculus californica, Zigadenus venenosus, Astragalus spp., Gelsemium semprevirens e Cyrilla racemiflora. Barker (1990) também relatou o envenenamento de abelhas.

Entre as inúmeras espécies, são citadas algumas das espécies tóxicas: Allium cepa, Tulipa gesneriana, Macadamia integrifolia, Aconitum spp., Papaver soniferum, Arabis glabra, Astragalus spp., Sophora microphylla, Aesculus californica, Camellia reticulata, Nicotiana tabacum e Digitalis purpurea. Os extratos de plantas e óleos essenciais (voláteis) de Mentha piperita, Acoruscalamus, Anethum sowa, Piper nigrum, Pogamia glabra e Azadirachta indica (Nim) têm demonstrado atividade protetora contra insetos e forte poder de repelir as abelhas (Singh & Upadhyay, 1993).

Os apicultores devem procurar conhecer e identificar tais espécies tóxicas para proteger suas colmeias e garantir uma melhor qualidade e produção de mel, geleia real, pólen de flores, própolis e cera de abelhas.
Automedicação

A automedicação é um hábito muito perigoso. Segundo a “Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”, estima-se que no Brasil essa prática seja responsável por cerca de 30% dos casos de intoxicação. Além desse problema, utilizar medicamentos por conta própria pode causar dependência, efeitos colaterais graves, reações alérgicas e até morte; por isso, é preciso combater a automedicação e somente fazer uso de remédios e medicamentos sob a orientação e a prescrição de um profissional da área de saúde, após uma minuciosa avaliação clínica.

* Estudo Duplo-Cego é um estudo realizado em seres humanos onde nem o examinado (objeto de estudo) nem o examinador sabe o que está sendo utilizado como variável em um dado momento.








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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tomate roxo criado no Brasil ajuda prevenir o câncer


Tomate roxo criado no Brasil ajuda prevenir o câncer

09/12/2011

Com informações da Agência USP

    Tomate roxo não-transgênico pode ajudar a prevenir o câncer

Todo o processo de melhoramento genético do tomate roxo aconteceu por meio de simples cruzamentos, sem usar transgênicos.[Imagem: Ag.USP]

Tomate contra o câncer

Pesquisadores da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP, desenvolveram uma nova variedade de tomate, sem utilizar transgênicos.
A particularidade do fruto é que ele é roxo, por ter predominância do pigmento antioxidante antocianina, que pode ajudar a prevenir o câncer.
Em 2008, cientistas do Centro John Innes, em Norwich (Reino Unido), desenvolveram um "tomate púrpura" com características parecidas, entretanto, utilizavam-se da transgenia, o que não acontece na pesquisa do professor Lázaro Eustáquio Pereira Peres.

Antioxidantes

De acordo com Peres, além da antocianina inserida nessa nova variedade, o tomate comum já é rico em antioxidante, o licopeno, que dá a cor avermelhada ao fruto e inibe a ação dos radicais livres no organismo, contribuindo para prevenir o desenvolvimento de várias doenças cardiovasculares e câncer.
"Na verdade, o que fizemos foi criar um alimento funcional. Ou seja, produzimos uma hortaliça que faz parte, em larga escala, da alimentação humana. Por meio de cruzamentos, criamos uma variedade com substâncias e funções terapêuticas no organismo", esclarece Peres.
A inserção da antocianina na fruta, além de modificar sua cor, também criou um vegetal mais completo, com prioridades nutricionais importantes e benéficas, principalmente para quem não ingere alimentos desse tipo com a frequência devida.

Vitamina C

Peres esclarece que o resultado do acúmulo de antocianinas não prejudica a quantidade de licopeno já existente na fruta. Trata-se de antioxidantes diferentes, e que não entram em contato um com o outro, por serem armazenados em locais distintos na planta.
"Há evidências de que alimentos que acumulam simultaneamente licopeno e antocianinas sejam mais eficazes como antioxidantes do que aqueles que acumulam separadamente, já que estes dois pigmentos são complementares", explica o professor.
"Outra utilidade surgida com essa nova variedade é o aumento da quantidade de vitamina C, sendo esse ganho inerente à via fisiológica explorada para criar o tomate não transgênico, o que não ocorre com o tomate roxo transgênico. Assim, elevamos significativamente o nível de compostos ativos num mesmo vegetal", completa o pesquisador da Esalq.

Vantagens de não ser transgênico

Além de todos os benefícios apresentados, a maior vantagem do tomate roxo desenvolvido no Brasil é sua criação não-transgênica.
Nessa pesquisa, todo o processo de melhoramento genético aconteceu por meio de simples cruzamentos, ao se identificar que determinadas mutações - que controlam o acúmulo de antocianinas - poderiam ser agrupadas em uma mesma variedade de tomateiro.
Por não ser transgênica, a fruta não precisa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que regula o tema no País.
O tomate roxo já pode ser cultivado por empresas de melhoramento genético, e, caso exista interesse comercial, poderá ser consumido pelos brasileiros em cerca de três anos.
Para obter o tomate roxo, os produtores precisariam comprar a semente original, uma vez que as plantas da primeira geração são homogêneas - isto é, tem a mesma aparência, mas não as da segunda, devido às suas mutações.







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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Hibiscus: planta asiática possui várias propriedades medicinais


Hibiscus: planta asiática possui várias propriedades medicinais

Nutrição Funcional

por Patricia Davidson Haiat

         

O cálice é o elemento mais valioso em termos de produção alimentar e a parte mais estudada do hibisco

As folhas são ricas em vitaminas A e B1, sais minerais e aminoácidos, podendo ser consumidas cruas em saladas ou se tornar, assim como o caule, um ótimo ingrediente para o preparo de cozidos, sopas, feijão e arroz. Possuem ações emolientes, diuréticas e sedativas. As sementes, ricas em proteínas e um tanto amargas, têm servido como refeição para alimentação humana na África, através do seu esmagamento e destilação para uso em sopas, misturadas com farinha de feijão ou torradas como um substituto para o café.

As flores possuem antocianinas (são flavonoides antioxidantes: substâncias que combatem os radicais livres - responsáveis pela ocorrência de diversas enfermidades e processos degenerativos do organismo humano); também apresentam efeito diurético e diminuem a viscosidade do sangue, reduzindo a pressão arterial. Os frutos são comestíveis e podem ser utilizados como antiescorbútico (previne ou cura o *escorbuto).

Nas Filipinas, as raízes são utilizadas para o preparo de tônicos e aperitivos. O cálice é o elemento mais valioso em termos de produção alimentar e a parte mais estudada do hibisco. De coloração vermelha e sabor azedo contém elevado teor de antocianinas (delfinidina 3-xilosilglucosídio, cianidina 3-xilosilglucosídio, cianidina 3-glicosídeo e a delfinidina 3-glicosídeo,) antioxidante muito poderoso, que integra o grupo dos flavanoides.

A hibiscetina, sabdaretina, gossipetina, quercetina, ácido ascórbico (teores mais elevados do que na laranja e na manga), ácido protocateico e taninos também foram identificados e sugeridos como possíveis substâncias responsáveis pelas atividades benéficas à saúde. Os cálices podem ser utilizados na decoração de pratos como saladas que adquirem alto valor antioxidante, ou no preparo de geleias, doces, sucos, xaropes, gelatinas, vinho, vinagre, molhos ou podem ser consumidos in natura.

O chá obtido a partir do cálice da flor contém polissacarídeos em boas quantidades, açúcares redutores, como a glicose e a frutose, além de ser rico em cálcio, magnésio, niacina, riboflavina, ferro e vitaminas A e C, ácidos como o tartárico, succínico, málico, oxálico, cítrico e hibíscico, além de quantidade significativa de fibras alimentares. O cálice do hibisco apresenta alto teor de pectinas (mais de 3%), fazendo com que a geleia tenha uma consistência naturalmente firme, ajudando no equilíbrio do intestino e da flora intestinal.

O chá de hibiscus e/ou o extrato da planta tem varias ações, é um antioxidante, poder ser um precioso tônico digestivo que facilita o trânsito intestinal e consequentemente a absorção de nutrientes que vão atuar beneficamente nos sistemas cardiovascular, ósseo e muscular, além de proteger as células de danos e câncer. O chá atua também no controle da pressão arterial, melhora a glicemia, o colesterol, triglicérides e ainda auxilia nas disfunções hormonais. Pode ser considerado um termogênico, por aumentar o metabolismo, mas não é estimulante, ao contrário, atua como calmante, diurético e laxante. E como tem um baixo teor de cafeína pode ser consumido por pessoas com transtornos gástricos, sendo ideal quando combinado com outras ervas e frutas, podendo ser ingerido inclusive à noite, pois não interfere no sono.

Com o extrato da planta podem ser produzidos chás orgânicos, (puro ou em mistura de ervas) geleias, sucos, Shakes, temperos, chutneys e dentre outros produtos bastante originais.

Chá de hibiscus

Colocar uma colher de cha da erva em uma xícara de água fervente e deixar ferver por 3 minutos, apagar o fogo e deixar em infusão por 5 minutos, coar e beber. Ele pode ser consumido aquecido ou gelado, dependendo da temperatura ambiente e do gosto de cada um.

Shake de Hibiscus com amora:

Uma colher de cha de flor de Hibiscus
½ xícara de amora
½ banana
raspa de gengibre

Colocar uma colher de chá de flor de hibiscus em 1l de água e deixar de 1 dia para outro . Colocar 1 xícara no liquidificador junto com os demais ingredientes . Bater todos os ingredientes e beber em seguida

Suchá (suco + chá) de hibiscus com morango:

Ingredientes:

200 ml de chá de hibiscus
8 morangos orgânicos

Bater todos os ingredientes no liquidificador.

Gelatina de hibiscus

400 ml de chá de hibiscus morno preparado com duas colheres de sopa de hibiscus seco
adoçante para forno e fogão ou agave
10 gramas de gelatina em pó incolor
Despeje a gelatina em potinhos e leve a geladeira ate endurecer. Fica suave e levemente azedinho, uma delícia!

* Doença causada por avitaminose C aguda e caracterizada por hemorragias, ulceração nas gengivas, perda de resistência às infecções, caquexia progressiva


Patricia Davidson Haiat
é nutricionista funcional







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