NUTROLOGIA
- MEDICINA PREVENTIVA ORTOMOLECULAR
É diabético? Então coma um bife!
DR.
RONDÓ,
Sou
sempre muito criticado por endossar a carne vermelha, mas os pesquisadores da
Purdue University e da Penn State descobriram que a gordura nas carnes
vermelhas e nos queijos pode evitar a diabete.
Nesse
estudo descobriu-se que o ácido linoleico conjugado (CLA) – um ácido gorduroso
poliinsaturado encontrado em carne, queijo, aves e ovos – evita o início da
diabete em animais de laboratório. Isto sugere que o CLA pode ajudar a
normalizar ou a reduzir o nível de glicose no sangue e evitar a diabete. Os pesquisadores
dizem que o CLA natural parece funcionar tão bem quanto uma nova classe de
drogas que combate a diabete, os chamados thiazolidinediones (TZDs).
A
pesquisa foi conduzida em uma raça especial de ratos, chamada de Zucher (rato
obeso e diabético), cuja obesidade e intolerância à glicose imitam a diabete
humana que se inicia no adulto (também chamada de tipo 2, ou diabete não
dependente de insulina, a forma mais comum da doença). Os ratos receberam doses
diárias de CLA por duas semanas, e no final do experimento, todos os ratos de
controle tinham desenvolvido a diabete e nenhum dos ratos que tomavam o CLA
desenvolveu a doença.
Estudos
prévios com o CLA demonstraram que ele pode evitar o início de certos cânceres
e reduzir tumores de pele e estômago em animais de laboratório.
O
CLA está disponível como um suplemente dietético em lojas de alimentos
saudáveis, mas você deve ser avisado que ainda não existem dados toxicológicos
sobre ele. Uma pequena porcentagem de pacientes que tomam a thiazolidinedione
relataram anormalidades no fígado e, estudos sobre o efeito do CLA na diabete
em humanos estão marcados para começarem logo.
Veja
os melhores alimentos que você nunca deve ficar sem
Agora
que eu esclareci alguns dos conceitos errôneos sobre os macronutrientes –
proteínas, gorduras e carboidratos – eu cheguei à parte divertida. Vou te
contar exatamente porque os alimentos
que te disseram para NÃO comer – aqueles que são os mais saborosos de todos –
são realmente as melhores coisas que você pode ingerir para alimentar o seu
corpo. Vamos lá?
Número
1 – Ovos: o alimento perfeito da natureza
Trinta
anos atrás, quando eu dizia aos meus pacientes para comerem todos os ovos que
eles quisessem, os letrados médicos e os Astecas cirúrgicos estavam dizendo
para eles limitarem o consumo para um ovo por semana. A maioria dos pacientes pensava: “se eles são
TÃO perigosos assim, eu não vou comer NENHUM. O que é que o doutor Rondó sabe,
afinal?”.
Concordo
que você não podia culpá-los naquela época, afinal a situação era eu versus
basicamente toda autoridade de saúde por aí.
Mas,
eu realmente comecei a defender os ovos como o alimento perfeito há
aproximadamente 15 anos. Naquela época, o ovo estava em uma disputa acirrada. A
fobia do colesterol tinha piorado tanto que os cardiologistas estavam
instruindo os seus pacientes a comerem a clara do ovo e jogar fora a gema. Este era o pior conselho que eles poderiam
dar, já que a clara do ovo, especialmente a clara do ovo cozido, sem a gema
para contrabalancear, é ausente em nutrição; era tão bom para você quanto o
leite desnatado ou ovos desidratados. Entendeu?
Aliás,
exagerar na clara do ovo (cru) por si só pode levar à deficiência de biotina –
um assunto sério, especialmente em gestantes -. Como um aparte, as duas
melhores fontes para a biotina são fígado e gema do ovo. Alguns grãos e vegetais contêm biotina, mas
as quantidades são mínimas se comparado àqueles alimentos animais. Isso é
apenas mais uma razão para você comer como um leão e não como um ramister.
Acontece
que as notícias acabaram escapando e elas diziam que talvez os ovos e o
colesterol não fossem tão maus assim.
Mas, há outros motivos além da controvérsia ovo/colesterol que parecem
assustar as pessoas, fazendo-as desconfiar que os ovos não sejam realmente um nutriente
bom.
69
bilhões de razões para não se preocupar com salmonela de ovos
Em
um determinado momento houve uma preocupação generalizada provinda das
alegações de que os ovos eram uma fonte principal de contaminação por
salmonela. Os relatos diziam que a casca estava impregnada com salmonela e que
não era possível limpar isto. Antes de
respondermos a esta meia verdade vamos olhar um pouco para a anatomia da
galinha. Sim, os ovos saem do ânus da galinha (eufemisticamente chamado de
cloaca), então, eles são contaminados com excremento no nascimento, sem dúvida
alguma.
Mas
isso não é um problema se você usa um pouco de bom senso. Simplesmente use uma esponja abrasiva para
limpar a casca antes de quebrá-la. Se
você for realmente paranoico sobre a “ameaça da salmonela” deixe os ovos em
peróxido de hidrogênio por 20 minutos antes de quebrar as cascas. Ao comprar os
ovos, lembre-se de conferir se as cascas não apresentam rachaduras.
Um
ovo rachado é uma rejeição.
O
final da estória? Há 69 bilhões de ovos
produzidos e comidos por ano! A taxa de
infecção por salmonela é de 0,003%. Você
tem a mesma probabilidade de ganhar na loteria do que ficar doente com um
ovo. E se você come ovos frescos da
granja, a probabilidade de pegar salmonela é reduzida para aproximadamente
0,0000001%. Simplesmente não vai
acontecer. Sem querer me alongar muito
sobre o assunto da salmonela, acrescento que a maioria dos casos é branda e nem
é relatada ao médico.
Agora,
quanto aos ovos podres… Eu tenho
conhecido alguns “ovos estragados” no meu tempo, mas nenhum deles saiu de uma
casca. Ovo podre não é um problema porque o ovo está perfeitamente projetado
para armazenagem segura. Os ovos têm uma
engenharia tão linda que você pode guardá-los por meses em ambiente fresco sem
se preocupar se eles vão estragar.
A
pobre da galinha, por mais burra que ela possa parecer, sabe algumas coisas
sobre a preservação de alimentos. A
clara de ovo é um escudo contra a bactéria que o invade. A clara contém conalbumina, uma proteína
poderosa que evita que a bactéria que invade o ovo roube o ferro – que é
essencial para o seu crescimento e a sua multiplicação -. Então, qualquer bactéria que tente invadir o
ovo morre de anemia por deficiência de ferro.
Eis
o que fazer:
1º
– Os ovos são de longe a maneira mais barata das pessoas permanecerem
saudáveis, e muitos alegam que os orgânicos são geralmente os mais caros.
Porém, há uma maneira fácil de conferir se você está recebendo por aquilo que
você pagou. A cor da gema de maior qualidade será laranja viva e será firme e
redonda. Os ovos mais baratos e de qualidade inferior terão gemas mais pálidas
que são achatadas e facilmente quebradas.
Este é um caso em que vale a pena pagar um pouco mais.
2º
– Coma todos os ovos que você quiser, crus ou cozidos. Se você for alérgico aos
ovos, é quase certo que seja devido à proteína aquecida da clara do ovo. Se você comer ovos crus misturados com outros
alimentos a alergia não será ativada.
Número
2 – Leite cru
Não
há nada como o leite fresco e cru. A
melhor maneira de obter a sua dose diária de leite cru é comprando a sua
própria vaca. Uma vez que você o provou
e sabe quão bom ele é isto não soará tão louco.
Eu tenho que admitir que não possuo a minha própria vaca e que a maioria
de vocês também não a tem.
Milhões
de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro têm vivido muito bem tomando leite cru
por milênios – a maioria sem ter nem o luxo de refrigeração -. Em muitas partes
do mundo o leite cru é ainda um alimento básico. Mas, na maioria das sociedades modernas,
industrializadas e “com pensamento progressista”, até os professores e cientistas
escolados acham que ele é perigoso.
Tente
perguntar para um desses “almofadinhas dietéticos” o que é tão bom neste leite
pasteurizado. Garanto que ele ficará assustado com o fato de que você está
fazendo uma pergunta tão infantil.
“Bem”, ele responderá com um pouco de condescendência, “o leite te dá
dentes mais fortes, ossos mais fortes, cálcio e um monte de outras coisas, e o
fato de ser pasteurizado faz dele mais seguro”.
Quando
as pessoas são tão ignorantes assim sobre as coisas básicas da nutrição, não é
de se estranhar que elas se apoiem em ciência sem fundamento e acabem negando
às crianças os benefícios do leite VERDADEIRO.
Número
3 – Carne de vacas alimentadas com pastagem
As
vacas não são muito espertas, mas quando elas têm chance, elas comem melhor do
que a maioria das pessoas. Agora, eu não
estou tentando te transformar em um vegetariano que só come grama, mas eu tenho
uma coisa importante para te dizer.
Aparentemente,
a grama contém 23 vezes mais vitamina A do que as cenouras, 22 vezes mais
vitamina B2 do que a alface e 14 vezes mais vitamina C do que algumas frutas.
Um artigo que eu li afirmou que “aproximadamente 2,5 kg de grama tenra e seca
forneceria vitaminas suficientes para um homem por um ano”.
Talvez
você fosse até gostar de comer grama e talvez não. Mas você não tem que realmente comer a
grama. Tudo o que você precisa fazer é
seguir a trilha que a Mãe Natureza te forneceu.
O
leite e a carne de vacas que comem capim verde foram convertidos de um vegetal
quase perfeito a uma forma palatável para o homem e outros animais. Aliás, o leite que vem de vacas que comem
capim é o segundo melhor alimento – os ovos crus constituem o primeiro.
Agora
as más notícias. A maior parte do leite
e das carnes comerciais não contém nenhum dos benefícios do capim verde porque
hoje em dia as vacas usadas para a produção de laticínios e carne raramente
veem – e muito menos comem – o capim verde.
Vivendo
mais apesar de nós mesmos
No
início do século passado a vida era simples, assim como a comida que as pessoas
comiam. Elas compravam banha embrulhada
em papel encerado (“Banha? O que é banha?”) e bebiam o leite que vinha com uma
camada de nata (“Camada de nata? Ai meu Deus, que é isto?”). A soja era essencialmente desconhecida e um
“hambúrguer de soja” soaria como uma piada de mau gosto; a Coca-Cola não tinha
substituído o leite como a bebida nacional e um bom bife ou uma boa carne
assada era considerado bom para você.
Mas
hoje, aproximadamente 20% da dieta média consistem de soja e óleo de soja. Esta
é a mudança dietética mais monumental na história do homem (e da mulher). O
consumo anual de óleo de soja está agora por volta de 12 kg por pessoa. Cem
anos atrás, era só uma fração da metade de um quilo por ano. Este aumento
representa um pulo de 1.000 vezes no consumo do ácido graxo ômega 6. Isto
significa que estamos obtendo quantias massivas de óleos ômega 6, ao invés de
óleos ômega 3 de alimentos tradicionais. Infelizmente, deveria ser o contrário.
E em tantos casos as vacas estão sendo alimentadas com a mesma dieta que nós –
então, mesmo que você esteja bebendo leite e comendo carne de vaca, você está
sendo duplamente atacado pela blitz de soja/ômega 6.
Aliás,
a carne de vacas alimentadas com grãos pode ter mais do que 20 vezes mais do
ácido graxo ômega 6 do que ômega 3.
A
conclusão a que se pode chegar, embora especulativa, é de que o corrompimento
das nossas vacas tem levado ao corrompimento da nossa saúde, graças à
deficiência do ácido graxo ômega 3 que foi criada.
Eis
a razão pelo falatório sobre o fato de que a indústria de comidas sem valor
nutritivo está arruinando a sua saúde. Sim, estamos vivendo mais apesar da
nossa dieta ruim. Tudo o que isso parece significar é que nós estamos por aqui
por mais tempo para termos mais doenças degenerativas. A diabete, o câncer e a
deterioração senil do cérebro estão todos aumentando, não diminuindo.
Referência
Bibliográfica:
-
Sinal Verde para Carne Vermelha – Editora Gaia – 2011
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