quinta-feira, 5 de abril de 2012

HOMEOPATIA - O que é isso? Dr alfredo Castro


HOMEOPATIA – O QUE É ISSO?

Dr. Alfredo Castro
Médico Homeopata


   A palavra “Homeopatia” deriva de dois termos gregos que significam “sofrimentos semelhantes”. Refere-se a um método de tratamento médico baseado em lei fundamental, que tem sido muitas e muitas vezes provado pela experiência.
   Qual é essa lei? Pode ser sintetizada pela expressão “Similia similibus curentur” – “Os semelhantes curam-se pelos semelhantes”. Se uma substância, seja por arsênico, for dada em grandes doses a uma pessoa sadia, produzirá certos sintomas, tais como fortes dores gástricas, vômitos e diarréia. Pode-se dar, pois esse medicamento a doentes com os mesmos sintomas como é o caso no envenenamento alimentar. É bem sabido que os raios-X é o rádio produzem câncer e, no entanto, são usados com eficiência maior ou menor no tratamento dessa doença. A semelhança sintomática – não a exigüidade da dose como se pensa vulgarmente – é a base da Homeopatia. É verdade que o médico homeopata de fato usa muito comumente, doses infinitamente pequenas, porque, de maneira geral, elas agem mais eficientemente – mas doses bastante grandes podem ser empregadas homeopaticamente.

   A dose diminuta prescrita pelo homeopata não é mera diluição – ou atenuação – da droga forte: é o que se chama “potência”, isto é, algo que possui poder. O método especial usado na preparação libera um poder terapêutico latente, mas não disponível na substância bruta. Assim, se dermos a uma pessoa certa quantidade de mercúrio comum, ele simplesmente passará pelo estômago e intestinos e será evacuado sem produzir nenhum efeito. Mas se o mercúrio for antes finamente dividido por meio de trituração forte e prolongada, com um pouco de giz – resultando assim o chamado “pó cinzento” – ele agirá então quando ingerido, como laxativo.
   O uso da dose diminuta pelo médico homeopata acentua uma das grandes diferenças entre as duas escolas médicas. A alopata ou médico ortodoxo tende frequentemente a dar as maiores doses possíveis, por pouco não causando óbvio dano aos pacientes, enquanto que a homeopatia procura usualmente as menores doses capazes de beneficiar os doentes. Na verdade, muito frequentemente, a dose é tão pequena que a detecção da droga pela análise ordinária estaria acima das possibilidades de qualquer químico, pois somente resta no preparado a potência ou emanação da droga original. Essa imaterialidade do método homeopático é um dos obstáculos à sua aceitação geral nesta era tão material.

   Como chega o homeopata à prescrição? Ele nunca se esquece de que a doença como tal, em abstração, não existe na realidade – só há pessoas doentes. O indivíduo integral está sempre em seu pensamento. Ele compreende que o homem integral é mais do que a soma total dos seus órgãos. De fato, poder-se-ia dizer que o corpo físico, mortal, é apenas instrumento pelo qual a personalidade imortal do homem se manifesta e entre em relação com outras personalidades e com o meio ambiente.
   Em conseqüência dessa atitude, o médico homeopata não somente procura fazer o diagnóstico físico do paciente – como faz o seu colega alopata – mas compreende não ser isso suficiente para fins de tratamento. Ele necessita diagnosticar o paciente como um todo. Ele, portanto, prossegue até descobrir com que espécie de homem está lidando. Sente-se ele bem no tempo frio ou no tempo quente? Tem medo do trovão? Prefere ficar só ou acompanhado? Quando doente, quer que se ocupem com ele ou quer ficar inteiramente isolado? É através dessas reações que a personalidade do paciente serve de guia ao remédio homeopático. Se essas reações se alteraram um modo ou outro pela doença do paciente, são elas particularmente indicadoras dos remédios. Isso é assim porque certas drogas foram administradas a pessoas sadias por pesquisadores que procuram particularmente as alterações produzidas por essas drogas, não somente no corpo físico do “experimentador” (como são chamados os indivíduos sãos que ingerem a droga), mas também nas suas reações mentais, emocionais e climáticas. Essas indicações são de grande valor, especialmente no tratamento de males crônicos.

   Também em casos agudos, por exemplo, em febres, o homeopata encara o problema de maneira bem diferente do médico comum. O que faz esse último hoje em dia? Usualmente escolhe, dentre muitos preparados, uma sulfa ou um antibiótico que ele julga, por ter dado certo no laboratório, irá haver-se com os micróbios tidos como responsáveis pela doença, dando tempo ao paciente para incrementar seus próprios mecanismos de defesa, matar os micróbios e assim ficar bem. Mas, não raramente, o paciente tem de se recuperar, não somente da infecção original, mas dos efeitos colaterais (ou envenenamento) causados pela droga usada, como os senhores podem já ter experimentado. O médico homeopata, tendo feito o diagnóstico, não considera, entretanto o nome da doença como indicação do remédio que será dado. Para selecionar o remédio, ele precisará ainda a rapidez da evolução da doença, a altura e o caráter da febre, se o doente está agitado ou não, se tem ou não sede, tendo sede se é para grandes ou pequenas porções de cada vez; tendo ele dores, se melhora ou piora com o movimento da parte dolorosa, com a pressão, com a aplicação da calor ou frio, etc... Ainda mais, num paciente delirante, é importante observar o tipo de delírio antes de se decidir sobre o remédio a ser empregado. Combinando as respostas a essas questões, o médico chega a um remédio com ajuste semelhante das respostas, quando foi experimentado em pessoa sadia durante a pesquisa. Não há efeitos colaterais a serem vencidos; o curso da doença é em geral notavelmente livre de complicações; e a convalescença é muito rápida. Escolhendo o remédio dessa maneira, o homeopata tem muito boas razões para acreditar que chegou até a raiz do mal e assim, quando os sintomas declinam, é porque o processo mórbido – a causa dos sintomas – está sendo eliminado.

   O médico homeopata nunca procura remédio específico para todos os casos de determinada doença. Ele dá-se conta de que isso é impossível, pois os indivíduos muito diferem um do outro nas suas reações à mesma infecção aparente. Está sempre em busca do remédio individual, que corresponde a uma pessoa particular naquele momento determinado.
   E as doenças crônicas? Ao tratar muitas das doenças crônicas hoje em dia, o médico ordinário tende a concentrar-se na supressão ou mascaramento dos sintomas mais proeminentes do paciente. Por exemplo, o uso da cortisona na artrite reumatóide, se bem que alivie a dor, não é de maneira alguma tratamento curativo. Tem também a grande desvantagem da possibilidade de provocar outros males em razão dos assim chamados efeitos colaterais. Na verdade, a maioria da medicina moderna está se tornando cada vez mais um sistema de supressão – pondo a poeira debaixo do tapete – e sujeitando o paciente ao que alguns médicos consideram riscos desnecessários, tendo-se em conta que muitos desses remédios modernos não curam, mas meramente aliviam.
   Que não se forme a idéia, pelas proposições acima, de que as sulfas e os antibióticos não tenham valor. São de grande valor se o médico não conhece nada melhor. O homeopata, entretanto, usá-los-á ocasionalmente, mas só em doenças muito graves,  como por exemplo – meningite – onde o risco de vida e de incapacidade permanente é tão urgente que ele combinaria o remédio homeopaticamente selecionado com o uso de necessário antibiótico.

   Há idéias errôneas, muito comumente sustentadas, de que o médico homeopata não acredita em operações. Não se trata de crença, mas de conhecimentos e de experiência. É verdade que em certas ocasiões o tratamento homeopático será bem sucedido onde a cirurgia, falando em geral, seria encarada como o único tratamento possível. Se a doença progrediu a ponto de ser irreversível e a cirurgia pode auxiliar o paciente, o homeopata não hesita em solicitar o auxílio do cirurgião. Mesmo em casos cirúrgicos, o tratamento homeopático, antes e depois da operação, pode ser benéfico.
   Esse tratamento homeopático é alguma invencionice? De maneira alguma. Foi primeiramente sugerido por famoso médico grego – Hipócrates – que viveu de 460 a 370 antes da era cristã. Entretanto, não foi posto em prática, tanto quanto se sabe, até que um médico ilustre, químico e lingüista – Samuel Hahnemann – desenvolveu-o e praticou, primeiramente na Alemanha e depois na França. Isso foi há cerca de 150 anos. Tem sido praticado aqui na Inglaterra por minoria de médicos durante quase o mesmo número de anos. O principal hospital homeopático da Grã-Bretanha celebrou seu centenário em 1949. é também praticado em muitos outros países, no mundo inteiro.



Fonte:
Hemergências Homeopáticas no Lar – págs. 11-17
Dr. Alfredo Castro
Homeolivros



 
  Dr. Alfredo Castro (Médico Homeopata) 
   1916-1983 

  Dr. Alfredo Castro 


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Dr Alfredo CASTRO (1916-1983)