sábado, 29 de outubro de 2011

Desfazendo os mitos sobre o tratamento homeopático


Desfazendo os mitos
sobre o tratamento homeopático

Judyth Reichenberg-Ullman e Robert Ullman

Um tipo de medicina desconcertante

A homeopatia é diferente de qualquer outro tipo de medicina. Um único medicamento homeopático trata todos os sintomas do paciente, não somente a sua queixa principal. O efeito de uma dose pode durar meses ou mesmo anos. Os medicamentos não têm data de validade — podem durar por toda a vida. Dez pacientes asmáticos podem precisar de dez medicamentos diferentes. Os medicamentos são seguros para o recém-nascido e a gestante, porém suficientemente poderosos para suster uma hemorragia e até tirar pacientes do coma em questão de minutos. Qualquer substância encontrada na natureza pode ser transformada em um remédio homeopático.

Esses são alguns fatos desconcertantes mas verdadeiros sobre a homeopatia. Nosso tipo de medicina não é tão direto quanto as outras modalidades e faz nascer muitas dúvidas.

Os medicamentos homeopáticos agem devagar

Esse é um comentário errado que às vezes ouvimos. O período de reação a um medicamento homeopático depende da natureza da doença, da força vital do paciente e da precisão da receita. Muitas vezes, a resposta a uma doença aguda é muito rápida. Judyth lembra-se de quando era residente na Universidade de Bastyr, EUA, em 1982. Ela deu uma dose de Pulsatilla a uma menininha que se queixava de muita dor de garganta e estava encolhida, apática, no colo da mãe. Judyth mal se virou após ministrar o remédio e a pequena já corria para cima e para baixo pelo corredor, sem se lembrar da dor. Em outra ocasião, a própria Judyth torceu o tornozelo ao descer correndo os degraus de concreto para sua casa. Ela caiu no chão sentindo forte dor. Estava a caminho de uma reunião e precisava pegar o seu frasco d e Arnica. Subiu dois lances de escada literalmente de quatro e tomou uma dose de Arnica 30C. Em cinco minutos, quase não sentia mais dor. Conseguiu dirigir o carro e participar da reunião, tomando apenas uma dose adicional de Arnica três horas mais tarde. Em outra ocasião, fazendo compras em um shopping, ela derramou sopa fervente sobre si mesma. Vinte minutos mais tarde, uma pessoa que assistira ao acidente expressou sua preocupação. Judyth lhe assegurou que a dor da queimadura havia passado segundos após tomar Cantharis.

Os exemplos acima, é verdade, são situações de emergência. A resposta a doenças agudas, físicas ou mentais, muitas vezes aparece em 24 horas. É impossível dizer quantas vezes receitamos medicamentos homeopáticas para infecções urinárias e fomos informados pelo paciente que os sintomas desapareceram ou melhoraram de forma incrível dentro de 20 ou 30 minutos. Uma paciente estava com forte hemorragia uterina. Um dia, depois de tomar Belladonna, foi como se tivessem fechado uma torneira. Outra história de Judyth: há alguns anos, ela sofreu um aborto muito doloroso — nem Demerol conseguia minorar a dor. Entretanto, instantes após uma dose de Aurum metallicum ela conseguiu relaxar e sentiu alívio da dor semelhante a de um parto.

Nos casos crônicos, a resposta pode ser demorada. Muitos pacientes encontram alívio inicial alguns dias ou uma semana depois de tomar o remédio. Quer o problema seja de acessos de fúria da criança com problema de hostilidade, a dor excruciante de uma hérnia de disco, a agonia de depressão suicida ou as palpitações cardíacas que acompanham um acesso de pânico — o paciente vai notar uma melhoria dos sintomas no prazo de alguns dias ou semanas a partir da medicação. Por ocasião do retorno ao consultório — geralmente após seis semanas — os sintomas em geral melhoraram 60% a 70%, às vezes mais. No caso de depressão, por exemplo, é provável que o efeito da homeopatia seja mais rápido do que o efeito de um antidepressivo.

Não há nada nos remédios homeopáticos

Os medicamentos homeopáticos são preparados por meio de diluiçõesem série. A maioria dos homeopatas costuma usar diluições centesimais, isto é, diluições C. Essas diluições são preparadas usando uma parte da tintura mãe para 99 partes de água ou álcool. Uma potência de 30C passou por esse processo trinta vezes. Uma potência de 200C, duzentas vezes. Concordamos que não haja nada de químico ou fisiológico em uma potência superior a 30C. Porém, há uma espécie de padrão da substância original que permanece. Tem-se debatido muito sobre o que seja exatamente esse padrão. A teoria mais promissora até o momento está relacionada com a água retendo a memória. Quando testado por ressonância nuclear magnética ou por cromatografia, cada m edicamento é diferente e único, assim como cada potência desse medicamento. Portanto, embora cada medicamento homeopático tenha aparência e sabor idênticos, cada qual tem seu próprio padrão e propriedades.

A homeopatia não funciona

É isso que os céticos insistem em afirmar, embora eles próprios nunca tenham experimentado a homeopatia. É certo que um remédio homeopático erroneamente receitado pode não fazer efeito algum sobre os sintomas, mas uma receita correta pode produzir  resultados positivos, às vezes dramáticos. Nós tomamos notas minuciosas durante a entrevista homeopática e procuramos até gravar a consultaem fitas K-7 — com permissão, algumas vezes gravamos em vídeo. Desafiamos qualquer pessoa, que rejeita a homeopatia sem mais nem menos, e que insista que não seja eficaz, a assistir esses vídeos filmados antes e depois do tratamento. É inconcebível para nós — que temos tratado pacientes diariamente durante vinte anos e testemunhamos os resultados positivos da homeopatia regularmente — que alguém possa dize r que a homeopatia não funciona. Somos os primeiros a admitir que não entendemos bem como a homeopatia funciona, mas o fato é que ela funciona.

O remédio homeopático age como placebo

Nós registramos o histórico do paciente; analisamos seus sintomas e escolhemos o medicamento que acreditamos ser o mais apropriado para ele. No caso de doença crônica, o paciente volta para nova consulta ou falamos com ele após cerca de seis semanas para fazer uma avaliação. Em muitos casos, o paciente nos informa que houve melhora significativa e todos concordam que o remédio surtiu bom efeito. Em alguns casos, porém, não há resposta alguma, apesar do nosso esforço para entender o paciente e selecionar o remédio correto e o desejo sincero do paciente de melhorar. Nesses casos bem que gostaríamos que a homeopatia fosse um placebo, para que o paciente melhorasse de qualquer maneira.

Não podemos tomar cafeína quando usamos remédios homeopáticos
Em nossa experiência, existem algumas coisas que devem ser evitadas durante o tratamento homeopático. Achamos que é melhor evitar café e produtos que contenham café, pelo menos até que seja evidente que o remédio receitado está correto. Outras bebidas e produtos que contenham substâncias similares (p.ex., chá preto) não interferem no tratamento homeopático.

Substâncias que diversas vezes interromperam os efeitos positivos de um medicamento homeopático são os produtos aromáticos feitos de árvores, como eucalipto, cânfora, chá e pinheiro. Como hoje encontramos substâncias aromáticas em praticamente tudo, isso é provavelmente o maior desafio para os medicamentos homeopáticos, seguido bem de perto por chocolate aromatizado com café.

Tentei a homeopatia e para mim não funciona

Já escutei essa frase uma infinidade de vezes. Antes de mais nada, muita coisa que as pessoas confundem com homeopatia são os fitoterápicos ou outras terapias que nada têm a ver com o tratamento homeopático. É simplesmente um equívoco. Em segundo lugar, algumas pessoas dizem que a homeopatia não é eficaz para elas simplesmente porque só tentaram combinações auto-receitadas ou remédios de baixa potência. Em terceiro lugar, temos as pessoas que consultaram apenas um homeopata ou usaram um só remédio e desistiram, descartando toda a homeopatia. Embora nem todospossam beneficiar-se de toda e qualquer terapia, a possibilidade de que você, como indivíduo, possa se beneficiar da homeopatia — se continuar o tratamento com um homeopata competente durante no mínimo um ano — é bem alta. Mesmo se um homeopata não pode ajudá-lo, outro mais experiente, adotando outro tipo de prática, ou simplesmente identificando outro aspecto no seu caso, poderá encontrar um remédio pelo qual valeu a pena esperar.

É preciso acreditar na homeopatia para que funcione

Mesmos as pessoas mais céticas podem se beneficiar do tratamento homeopático. Atendemos, outro dia, a uma paciente nossa de longa data. Ela nos lembrou que tinha sido uma daquelas pessoas que só procuram a homeopatia em desespero de causa. Embora não fizesse sentido, foi seu último recurso. Agora, passados vários anos e sentindo-se maravilhosamente bem, ela confessa que não sabe comoou porque a homeopatia funciona, mas que, de fato, funciona. Contanto que a descrença não leve alguém a sabotar ou abandonar o tratamento, a homeopatia funciona tão bem com aqueles que acreditam como com aqueles que não acreditam. Sabemos, também, que a homeopatia não é somente para aqueles que acreditam nela, porque crianças e animais —  sem nenhum interesse ou convicção na eficácia da homeopatia — reagem muito bem a esses medicamentos.

A homeopatia funciona melhor em crianças do que em adultos

É verdade que, às vezes, é mais fácil tratar crianças, porque, de modo geral, usam menos medicamentos (embora, infelizmente, na nossa cultura atual isso esteja mudando). Também são menos intelectualizadas e submetidas a terapias. Freqüentemente, porém, vemos resultados muito mais abrangentes em adultos, simplesmente porque são mais capazes de descrever seu estado e seus sintomas. A espontaneidade e franqueza da criança pode muito bem ser compensada pela experiência do adulto. Nunca é tarde demais para iniciar um tratamento homeopático — até mesmo no caso de doentes terminais.

A homeopatia pode ser boa para problemas simples mas não para problemas sérios

A homeopatia é excelente tanto para doenças crônicas como para doenças agudas. É eficaz para casos graves e também para casos corriqueiros, de natureza física, mental ou emocional. Observamos resultados surpreendentes em pacientes que sofriam durante muito tempo de depressão suicida, de dores que não cediam e de problemas físicos vitalícios. Pacientes que tomam grande quantidade de medicamentos convencionais talvez não apresentem um quadro sintomático suficientemente claro para encontrar o remédio homeopático perfeito, mas um longo histórico de sintomatologia não impede um tratamento homeopático bem sucedido. Na Índia, hospitais inteiramente homeopáticos se dedicam ao tratamento das doenças mais graves.

A homeopatia não funciona para infecções

Este é um conceito errôneo que enfrentamos regularmente em nossa prática — principalmente porque tratamos de tantas crianças. Assim que o paciente é diagnosticado como tendo uma “infecção”, seja sinusite, infecção vaginal, mastite ou um abscesso dentário, é provável que ele vá recorrer ao mágico antibiótico. Quando usados adequadamente, os antibióticos podem salvar a vida. Quando usados em excesso, podem causar resistência a antibióticos. Há pouco tempo, um amigo nos falou de alguns membros das forças armadas americanas que, de tanto tomar antibióticos durante anos e por qualquer motivo, acabaram morrendo de infecção da garganta! Na nossa prática, verificamos que a homeopatia resolve cerca de 90% dos casos de infecção. Se temos um paciente com pneumonia galopante ou uma celulite culminando em estrias vermelhas subindo pela extremidade ou uma infeção grave ameaçando os ossos, é claro que recomendamos imediatamente o tratamento com antibióticos. Mas, na prática, esses casos são a exceção, não a regra.

Remédios homeopáticos feitos de certas substâncias são perigosos

Pode ser chocante pensar em tomar um remédio homeopático feito do veneno de cobras ou aranhas, ou do produto de doenças, como a tuberculose. Entretanto, se você lembrar como os remédios homeopáticos são feitos e que apenas a impressão ou memória da substância original permanece, logo se torna óbvio que não existe o mínimo risco de toxicidade. Certa vez, recebemos um telefonema de um pronto-socorro local perguntando se uma criança que havia ingerido um vidro do medicamento homeopático Arsenicum album(feito de arsênico) corria algum risco. A criança não corria perigo algum, independente da quantidade ingerida. Uma das formas como antigos homeopatas obtinham informações sobre quais medicamentos poderiam curar quais sintomas era estudando a ação de venenos. Mas os remédios homeopáticos, ainda qu e sejam preparados de escorpiões ou cianureto, nunca são venenosos.

Os pacientes são a melhor propaganda da homeopatia

Agora que você já sabe o que não é verdade sobre a homeopatia, gostaríamos de incentivá-lo a ler mais a respeito e procurar um homeopata competente. Tente a homeopatia para si mesmo!
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Judyth Reichenberg-Ullman e Robert Ullman, homeopatas licenciados, escreveram os seguintes livros: "The Patient’s Guide to Homeopathic Medicine", "Homeopathic Self-Care", "Ritaling-Free Kids", "Rage-Free Kids", "Prozac Free", "Whole Woman Homeopathy".
Eles dão aulas e fazem palestras internacionais, além de praticar medicina homeopática no Northwest Center for Homeopathic Medicine em Edmonds e Langley, no estado de Washington.






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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DE SER ALCALINO - por Ray Kurzweil e Terry Grossman,

[A MEDICINA DA IMORTALIDADE]

A IMPORTÂNCIA DE SER ALCALINO

por Ray Kurzweil e Terry Grossman,



A IMPORTÂNCIA DE SER ALCALINO

por Ray Kurzweil e Terry Grossman,

Para entender por que a alcalinidade ou acidez de líquidos é importante para a saúde, precisamos entender como o corpo controla os níveis de ionização de seus fluidos. Níveis distintos de pH suportam tipos distintos de química; portanto, é essencial que os fluidos corporais sejam mantidos dentro de limites ácido-alcalino bem rígidos. A saúde é extremamente sensível à menor alteração no nível do pH dos fluidos vitais do corpo. O suco gástrico, por exemplo, é extremamente ácido com um pH de 1,5 (pH < 7 é ácido, e pH > 7 é alcalino). O suco pancreático, por outro lado, é bastante alcalino, com pH 8,8. O pH dentro das células varia de 6,8 a 7,1. O equilíbrio mais importante de todos é mantido no sangue, onde o pH é rigidamente controlado entre 7,35 e 7,45.

   Nosso corpo age para neutralizar bebidas ácidas, como o café e refrigerantes à base de cola, contando com tampões alcalinos no sangue que, depois, não ficam disponíveis para neutralizar outros resíduos ácidos continuamente produzidos pelo corpo, entre os quais subprodutos orgânicos da digestão, como ácido acético, ácido lático, ácido úrico e ácidos graxos.
(...)

Além disso, há subprodutos inorgânicos criados ou encontrados em alimentos, como ácido sulfúrico e ácido fosfórico. Quando o suprimento limitado de tampões alcalinos do corpo acaba, esses resíduos ácidos tóxicos acumulam-se no corpo, causando dano significativo à saúde.

   O corpo usa cálcio para converter ácido fosfórico líquido tóxico, presente em refrigerantes à base de cola, em fosfatos sólidos mais estáveis, por exemplo. Mas estes podem se transformar em cálculos renais calcificados ou depósitos de cálcio (também resultantes de uma infecção urinária, distúrbios metabólicos hereditários e outras causas). Muitas pessoas, erroneamente, acham que cálculos renais são causados por excesso de cálcio. Mas o verdadeiro culpado pode ser o nível elevado de ácido fosfórico que, por acaso, é um ingrediente importante dos refrigerantes à base de cola, que devem ser evitados por qualquer indivíduo com problemas de cálculos renais.

   Além disso, o consumo de alimentos ácidos (por exemplo, refrigerantes) pode criar um meio ideal para a formação de câncer. As células animais sobrevivem melhor em um meio alcalino com o pH do sangue variando de 7,35 a 7,45.

“UMA ESTRATÉGIA IMPORTANTE PARA PREVENIR OU TRATAR O CÂNCER É MANTER O MEIO ALCALINO NO CORPO”

Células vegetais são o contrário; preferem um ambiente ácido. À medida que nosso corpo torna-se cada vez mais ácido, algumas células adaptam-se por meio de um processo evolutivo interno, e assemelham-se a células vegetais. Estas, anormais, têm alta tendência em se transformar em células cancerígenas, que florescem em meio ácido. Portanto, uma estratégia importante para prevenir ou tratar o câncer é manter o meio alcalino no corpo.

   O consumo rotineiro de refrigerantes contendo ácido fosfórico (ou seja, refrigerantes à base de cola) é um fator de risco para a perda óssea. O consumo de água alcalina ajuda a manter a saúde óssea e melhorar as funções digestivas. Uma revisão abrangente, comparando dietas alcalinas a dietas ácidas, apresentada no The American Journal of clinical Nutritions, conclui que as dietas alcalinas melhoram a densidade óssea, o equilíbrio de nitrogênio e as concentrações de hormônios do crescimento no soro, ao passo que a acidose metabólica resultante de dietas ácidas contribui para a perda óssea, osteoporose e perda de massa muscular.
(...)

Fonte: págs. 62-64, do livro “A Medicina da Imortalidade”: as dietas, os programas e as inovações tecnológicas que prometem revolucionar nosso processo de envelhecimento / Ray Kurzweil / Terry Grossman; tradução Cássia Nasser – 2ª Ed. Ver. – São Paulo : Aleph, 2007.

[A PREVENÇÃO É A MELHOR MEDICINA]





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Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo

Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo



Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo

A pornografia na internet está causando “consequências devastadoras” no apetite sexual masculino. Uma pesquisa italiana feita com 30 mil homens aponta que acessos a “sites adultos” iniciados na adolescência estão levando homens à impotência.

A chamada “anorexia sexual” ocorre porque jovens a partir de 14 anos iniciam suas vidas sexuais sem relação com a vida real. E acessam o pornô em excesso. “Começa com reações menores para os sites pornográficos, depois há uma queda geral da libido e no final torna-se impossível conseguir uma ereção”, diz o estudo, da Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina Sexual.

Mas calma… Há salvação, dizem os pesquisadores. “Com a assistência adequada, a recuperação é possível em alguns meses”, afirmam.




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SONO – RELÓGIO BIOLÓGICO:

“SONO E CONSCIÊNCIA”

Por Dr. Stanley Coren
Neuropsicólogo

Acho que a maioria das pessoas classifica comer e fazer sexo entre as atividades mais importantes da vida. Se eu perguntasse por que, você daria como prova o tempo que passa se dedicando a elas (ou pelo menos pensando nelas). Mas, até para os gulosos e os sedutores profissionais, ele não é nada perto do tempo que passamos dormindo. Por exemplo, se você chegar aos setenta anos de idade dormindo a média normal, completará 200 mil horas de sono. Se nossa espécie dedica tanto tempo a essa atividade, só pode ser porque ela tem uma função importante, talvez crucial. Porém, só nos anos 50 começamos a compreender o que é o sono de fato.

   Ao observar uma pessoa ou um animal dormindo, notamos várias características comuns que definem tal comportamento:

·      O sono está, em geral, associado a uma postura corporal. Seria muito estranho ver uma pessoa dormindo em pé. Para incentivar alguém a dormir, costumamos pedir que se deite.
·      Dormir envolve grande redução da atividade física. Apesar de haver movimentos durante o sono, ninguém espera que pessoas ou animais caminhem pelas ruas.
·      Em geral, há um lugar específico, reservado para dormir. Seja um ninho ou toca, seja um quarto ou, no mínimo, uma cama.
·      Dormir costuma ser uma atividade diária que ocorre em horários regulares e mais ou menos previsíveis: o homem dorme à noite, enquanto o tigre e o leão dorme em dois períodos: um à noite e outro no meio da tarde.
·      Quando estão dormindo, as pessoas ficam menos atentas e menos sensíveis às mudanças ambientais. É por isso que você se lembra muito pouco daquele programa de televisão durante o qual tirou uma soneca.


   Se você estudasse o sono apenas observando as características mencionadas acima, aprenderia muito pouco e ficaria entediado. Talvez por isso, entre 1930 e 1950, apenas um grande cientista teve interesse em estudá-lo. Nathaniel Kleitman, professor de fisiologia na Universidade de Chicago, iniciou-se no estudo do sono com os mesmos preconceitos de hoje: achando que o corpo era como um automóvel e que o cérebro correspondia ao motor. Dormir seria como deixar o carro estacionado: durante o sono, o corpo torna-se inativo, o cérebro se desliga e só volta à atividade quando  ligado pela manhã. A única diferença, admitia \Kleitman, era que o cérebro não se desligava totalmente; apenas funcionava em ritmo mais lento (como um  motor em baixa rotação), com eventuais interrupções que podiam aparecer sob a forma de sonhos. Em seu livro ‘Sleep and Wakefulness’ [Sono e Vigília], de 1939,  Kleitman descreve o sono como “uma cessação ou interrupção periódica do estado de vigília, sendo este o modo de vida predominante do adulto sadio.”

   Na época em que Kleitman começou a estudar o sono havia poucos métodos de obtenção de dados confiáveis sobre o assunto, visto que, quando estão dormindo, as pessoas não podem relatar o que sentem e, quando o pesquisador as acorda para saber, elas não estão mais dormindo.

   Para o cientista, as incertezas não se encerram, pois um problema adicional é que as pessoas não conseguem relatar seus padrões de sono. Certa vez, colaborei numa pesquisa sobre interrupções do sono em um adulto jovem. Ele era acordado a cada meia hora e, para garantir que estava desperto, fazíamos perguntas simples como “Que dia é hoje?”, “Quanto dá seis mais três?” Depois de despertá-lo quinze vezes, deixamos que dormisse até acordar naturalmente. Pela manhã, perguntamos se tinha dormido bem.

   “Muito bem, passei uma noite ótima!”, respondeu.
   “Lembra-se de alguma coisa sobre a noite passada?”, perguntamos.
   “Quase nada. Acho que sonhei,mas não consigo me lembrar. Parece que num dos sonhos eu estava aqui no laboratório e alguém falava comigo; não me lembro do quê. Acho que acordei uma vez e ouvi vocês somando alguns números. Fora isso, não acordei nenhuma vez desde ontem à noite”.

   Esse depoimento, embora pareça estranho, é muito comum. Pessoas que sofrem de distúrbios do sono (como apnéia do sono, como veremos mais adiante), às vezes acordam centenas de vezes por noite e, apesar de sonolentas e cansadas no dia seguinte, não se lembram de ter acordado.
(...)

Fonte: págs. 19-20, do livro “Ladrões de Sono”, Um alerta sobre os riscos de contrariar nosso relógio biológico; Stanley Coren; Tradução: Regina
Gomes de Souza; São Paulo, Cultura Editores Associados.

--- EU SOU SAUDÁVEL! ---







Evite alimentos industrializados!
Evite medicamentos sintéticos!
Informe-se: Cuidado com os medicamentos psiquiátricos!!!
Tenha bons hábitos! É mais importante a “regularidade” do que a quantidade!

Homeopatia, Fitoterapia, Nutrologia, Medicina Preventiva Ortomolecular, Sono reparador, atividade física terapêutica, Pilates, luz solar, meditação, alongamentos : tudo de bom!


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DIRIJA COM CUIDADO!



DIRIJA COM CUIDADO!


Quero contar-lhes uma história interessante sobre um cartaz que meu marido, Mark, e eu vimos quando andávamos de carro por Colorado Springs, há muitos anos. No cartaz estava escrito: “Um anjo no céu não é nada de especial.” O que o cartaz queria dizer era: “Dirija com cuidado porque, se você morrer num acidente automobilístico, no céu ninguém vai perceber que há um anjo a mais. É melhor ser um anjo na Terra.”

(Elizabeth Clare Prophet)



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Rede 'pequena' de corporações controla economia global

26/10/2011

 Foto: PloS ONE
Gráfico traz empresas muito conectadas em vermelho, e superconectadas, em amarelo (Foto: PloS ONE)

A economia global é comandada por uma "superentidade" formada por uma rede de relativamente poucas corporações transnacionais, cuja relação estreita de propriedade entre si traz riscos à estabilidade do sistema econômico mundial, segundo estudo realizado por cientistas com base na Suíça.

A pesquisa, feita por especialistas do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, e que será publicada na revista científica PloS ONE, usou métodos de análise de sistemas complexos para estudar 43.060 multinacionais, a partir de uma base de dados de 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo, datada de 2007.

Das corporações estudadas, os cientistas criaram um modelo a partir das participações acionárias das empresas entre si, somadas a seus lucros operacionais. Assim, os pesquisadores chegaram a um "núcleo" de 1.318 corporações que possuem no mínimo duas outras - embora elas tivessem, em média, elos com 20 outras empresas.
Essa rede de 1.318 companhias, de acordo com a pesquisa, possuía a maior parte das ações de empresas de alta confiabilidade e lucratividade (conhecidas como ações blue chip) e de manufatura do mundo, que representam cerca de 60% dos lucros operacionais globais.
A maioria das corporações que compõem este grupo é formada por bancos. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os países com o maior número de empresas nesta lista, seguidos por França, Espanha e Itália. O banco Bradesco é a única empresa brasileira que está neste núcleo.

Rede restrita de corporações

Ao estreitar ainda mais a rede de propriedade das corporações, os cientistas encontraram uma "superentidade" formada por 147 empresas que possuem parte ou a totalidade da propriedade umas das outras. Segundo o estudo, esta "superentidade", embora represente menos de 1% das multinacionais do mundo, comanda 40% da riqueza gerada pelas outras 42.913.


Protesto em Madri. Foto: Reuters
Estudo é divulgado depois que ativistas de todo o mundo protestaram contra as corporações

A exemplo do grupo mais amplo, esta rede "superexclusiva" é formada, em sua maioria, por instituições financeiras. Entre as 20 corporações mais poderosas desta relação estão o banco britânico Barclays (em primeiro lugar) e os bancos americanos JPMorgan Chase e Goldman Sachs.
Pelo fato de a pesquisa ter usado dados de 2007, a instituição financeira americana Lehman Bros., cuja falência acabou dando início à crise mundial de 2008, aparece em 34º lugar entre as corporações mais poderosas da "superentidade".
Os autores da pesquisa afirmam que, usando métodos de análise de sistemas complexos, pretenderam realizar um estudo sobre a economia global levando em conta informações "puras", e não convicções ideológicas. "Deixe os dados falarem, e não os dogmas", disse um dos pesquisadores, James Glattfelder, em seu blog.
O estudo, no entanto, sofreu críticas. O especialista Yaneer Bar-Yam, chefe do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (EUA), disse à revista New Scientist que a pesquisa iguala as noções de propriedade e de controle, o que não seria, segundo ele, sempre a mesma coisa.

Riscos à estabilidade

As 20 maiores corporações "superconectadas"

1. Barclays (Grã-Bretanha)
2. Capital Group Companies (EUA)
3. FMR Corporation (EUA)
4. AXA (França)
5. State Street Corporation (EUA)
6. JP Morgan Chase (EUA)
7. Legal & General Group (Grã-Bretanha)
8. Vanguard Group (EUA)
9. UBS (Suíça)
10. Merrill Lynch (EUA)
11. Wellington Management (EUA)
12. Deutsche Bank (Alemanha)
13. Franklin Resources (EUA)
14. Credit Suisse (Suíça)
15. Walton Enterprises (Grã-Bretanha)
16. Bank of New York Mellon Corp (EUA)
17. Natixis (França)
18. Goldman Sachs (EUA)
19. T Rowe Price Group (EUA)
20. Legg Mason (EUA)



Fonte: PloS ONE


De acordo com o economista John Driffill, da Universidade de Londres, este estudo é o primeiro a identificar empiricamente algo há muito debatido, que é a rede de poder formada por um grupo razoavelmente pequeno de grandes corporações transnacionais.
Segundo ele, no entanto, a importância do estudo não reside tanto no fato de verificar a existência de uma "superentidade" que comanda a economia no mundo, e sim em trazer novas ideias sobre os riscos à estabilidade financeira global, com base na interdependência entre as corporações.
"O problema na Europa hoje é que todos os bancos que possuem parte da dívida grega e espanhola fizeram empréstimos entre si, então se um deles quebrar, todos os outros quebrarão. São ligações como essas que fizeram com que a quebra do Lehman Bros. em 2008 se tornasse um desastre global", disse Driffill à BBC Brasil.
O estudo foi divulgado depois que ativistas em todo o mundo realizaram ocupações e protestaram contra as grandes corporações e os cortes de gastos públicos.
Driffill afirma, no entanto, que o fato da economia global ser comandada por uma rede limitada de empresas não é algo intencional ou planejado, e sim um movimento espontâneo.
"Este é um grupo grande, formado por mais de cem empresas, com interesses bastante diversos entre si. Não é possível que elas estejam de alguma forma conspirando", afirma.





Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo


Informática

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo

Da New Scientist - 22/10/2011

Visão crítica: Revelada a rede capitalista que domina o mundo

Este gráfico mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma.[Imagem: Vitali et al.]
Além das ideologias
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.
Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."
Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.
O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.
O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.
Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.
Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
E isso não é tudo.
Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.
"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.
E a maioria delas são bancos.
Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.
Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.
A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas

1.     Barclays plc
2.     Capital Group Companies Inc
3.     FMR Corporation
4.     AXA
5.     State Street Corporation
6.     JP Morgan Chase & Co
7.     Legal & General Group plc
8.     Vanguard Group Inc
9.     UBS AG
10. Merrill Lynch & Co Inc
11. Wellington Management Co LLP
12. Deutsche Bank AG
13. Franklin Resources Inc
14. Credit Suisse Group
15. Walton Enterprises LLC
16. Bank of New York Mellon Corp
17. Natixis
18. Goldman Sachs Group Inc
19. T Rowe Price Group Inc
20. Legg Mason Inc
21. Morgan Stanley
22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
23. Northern Trust Corporation
24. Société Générale
25. Bank of America Corporation
26. Lloyds TSB Group plc
27. Invesco plc
28. Allianz SE 29. TIAA
29. Old Mutual Public Limited Company
30. Aviva plc
31. Schroders plc
32. Dodge & Cox
33. Lehman Brothers Holdings Inc*
34. Sun Life Financial Inc
35. Standard Life plc
36. CNCE
37. Nomura Holdings Inc
38. The Depository Trust Company
39. Massachusetts Mutual Life Insurance
40. ING Groep NV
41. Brandes Investment Partners LP
42. Unicredito Italiano SPA
43. Deposit Insurance Corporation of Japan
44. Vereniging Aegon
45. BNP Paribas
46. Affiliated Managers Group Inc
47. Resona Holdings Inc
48. Capital Group International Inc
49. China Petrochemical Group Company



Bibliografia:

The network of global corporate control
Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston
arXiv
19 Sep 2011
http://arxiv.org/abs/1107.5728







terça-feira, 25 de outubro de 2011


Espinheira-Santa
    
                   

Espinheira-Santa: Planta medicinal conhecida há muito tempo pelos Índios da América do Sul. Tem este nome devido à aparência de suas folhas e por ser considerado um “santo remédio” em linguagem popular. Cientificamente, está comprovada sua eficácia no combate a problemas gastrintestinais como a gastrite, úlcera e gases. Geralmente utilizada na forma de infusão ou cápsulas.

Nomes em português > Espinheira-Santa, Salvavidas; coro-milho-do-campo; Espinho de Deus; Maiteno; Sombra-de-Touro; Congorça; Cancerosa.
Nome latim: Maytenus ilicifolia.
Nom inglês: Espinheira-Santa
Nome francês: Espinheira-Santa
Nome espanhol: Cancorosa

Família: Celastraceae

Componentes: Terpenos (maitenina); triterpenos; taninos; flavonóides; mucilagens; antocianinas; açúcares livres; traços de sais minerais.

Partes utilizadas: Folhas

Efeitos da espinheira-santa

- Tonificante estomacal;
- Antiulcerôgenico (Tem potente efeito anti-úlcera gástrica devido à ação dos taninos). Tem poder cicatrizante de lesões ulcerosas do estômago devido à diminuição da acidez estomacal pelo aumento da secreção gástrica;
- Tem ação anti-séptica, devido à expressiva quantidade de taninos , atuando rapidamente na paralisação das fermentações gastrintestinais;
- Analgésica nas gastralgias (dor de estômago): Acalma rapidamente as dores estimulando e corrigindo a função desviada;
- Levemente laxativo, devido à presença de mucilagens;
- Levemente carminativa (auxilia na eliminação de gases);
- Levemente diurético, devido à presença de triterpenos;
- Alguns estudos iniciais demonstram que a Espinheira-Santa tem o poder de inibir alguns tipos de câncer (Fox,1991; Ohsaki et al.,2004);
- Demonstrou certa eficiência no combate a Helicobacter Pylori, bactéria que causa úlcera gástrica, podendo levar a câncer gástrico.(Cogo, et.al.2008).

Indicações: Acidez do estômago, azia, gastrites causadas ou não pela bactéria Helicobacter Pylori, gastralgias (dores no estômago), úlcera gástrica, enterites (inflamação do intestino), dispepsia (perturbações do trato gastrintestinal), mau hálito (devido a problemas estomacais), fermentações gastrintestinais, flatulência (gases).

Efeitos secundários
Pode-se notar boca-seca e náusea que desaparecem com a descontinuidade do uso.

Contra-indicações
- Gestação e tratamento de infertilidade feminina: É contra-indicado em casos de gravidez ou tratamento da infertilidade feminina por ter um efeito abortivo descrito em pesquisas científicas (Montanari, T.; Bevilacqua, E.; Contraception 2002);

- Lactação: É contra-indicado o uso durante o período de amamentação pois a espinheira-santa leva a uma redução do leite materno (Santos C, et al. Plantas medicinais 1988);

- Pessoas sensíveis ao álcool: A tintura (por conter álcool) não deve ser administrada a pessoas que sejam etilistas (pessoas dependentes de álcool) ou sensíveis ao mesmo;

- Pacientes com câncer estrógeno-dependente;

- Hipersensibilidade a este fitoterápico.

Interações
Não há comprovação de interações medicamentosas.

Toxicidade
Testes de toxicidade aguda e crônica realizados com folhas não provocaram efeitos tóxicosmutagênicos e teratogênicos (má formação fetal) em animais ou em células vegetais.

(Carlini, E. A.; Frochten-Garten, M. L. Em Toxicologia clínica (Fase I) da espinheira-santa (Maytenus ilicifolia); Carlini, E. L. A., ed.; CEME/AFIP: Brasília, 1988.)

Preparações à base de espinheira-santa

- Este medicamento pode ser preparado através de infusão (chá), que consiste em adicionar água fervente sobre as folhas rasuradas (rasgadas em tamanhos pequenos) e abafar por alguns instantes. Normalmente utiliza-se 20g de folhas de Espinheira-Santa para 1 litro de água. Toma-se uma xícara de chá desta preparação antes das principais refeições. Esta forma de uso pode ser alterada pelo médico ou farmacêutico dependendo de cada caso.

Para esta preparação, há a necessidade de se adquirir a Espinheira-Santa seca e é preciso comprar este produto em estabelecimentos com registro na ANVISA e Ministério da Saúde.

Outra forma de uso deste medicamento é o extrato seco que é encontrado na forma de cápsula e recomenda-se ingerir 2 cápsulas de 500mg, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.

Há também a possibilidade de fazer uso deste fitoterápico através de tinturas. Neste caso, preconiza-se ingerir 2,5 ml (de um copo medidor que geralmente acompanha o frasco) diluídos em meio copo de água, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.

Para estas duas últimas formas de uso, adquira seu medicamento em Drogarias ou Farmácias de manipulação.

Onde cresce a espinheira-santa ?

A Espinheira-Santa prefere solos ricos em matéria orgânica e é originária da América do Sul.
Hoje é distribuída nos estados do sul do Brasil, nos sub-bosques das florestas de Araucária nas margens dos rios. Ocorre também nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, porém em baixa freqüência. Em regiões do Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina, também há a ocorrência desta planta.

Quando colher a espinheira-santa ?

Mas vale dizer que para fins medicinais é mis adequado de um plantio específico e apropriado para isso. Assim sendo a melhor época de plantio é a primavera e o verão e para colheita que é feita apenas uma vez ao ano deve ser realizada somente após dois anos do plantio.

Observações

No conhecimento indígena diz-se também que esta planta combate tumores. Isto esta ainda sendo pesquisado e até a total elucidação desta possível atuação, não é recomendado seu uso para o fim de combate a tumores em geral. A Espinheira-Santa foi muito utilizada pelos povos da América do Sul como abortivo e isto foi comprovado cientificamente devido a um efeito emenagogo (podendo promover contrações uterinas) e portanto mulheres grávidas não devem fazer uso desta planta. - Mulheres que estão amamentando também devem ter o uso da Espinheira-Santa, restrito, pois a planta em questão leva a uma redução do leite materno.



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