PRÓSTATA – TOMATE PODE SER O NOVO REMÉDIO
Congresso realizado no início de abril em Washington, nos Estados Unidos, reuniu médicos oriundos de diversos centros internacionais de pesquisa para discutir os benefícios do licopeno (antioxidante presente no tomate) à saúde humana.
Dentre os estudos apresentados, que serão publicados em breve, está a sua importância no combate à esterilidade masculina e na prevenção à osteoporose em mulheres no período pós-menopausa.
Os efeitos benéficos do carotenóide não param por aí. Pesquisa feita recentemente pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo cerca de 48 mil homens, indicou que o consumo do carotenóide, ao menos duas vezes por semana, reduz em 34% os riscos de câncer de próstata.
Os efeitos benéficos do carotenóide não param por aí. Pesquisa feita recentemente pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo cerca de 48 mil homens, indicou que o consumo do carotenóide, ao menos duas vezes por semana, reduz em 34% os riscos de câncer de próstata.
Outro estudo, conduzido pela mesma instituição, analisou durante dez anos mil mulheres e concluiu que aquelas com elevada concentração do nutriente apresentavam menores riscos de problemas no coração.
Útil também para coração
“O licopeno é reconhecido mundialmente como um potente antioxidante, capaz de minimizar os riscos de ataques cardíacos”, diz Mauro Fisberg, chefe do Centro de Adolescentes da Unifesp e coordenador do Centro de Pesquisas Aplicadas à Saúde da Universidade São Marcos, explicando que a substância impede a oxidação do LDL, popularmente conhecido como mau colesterol, responsável pela formação das placas de gordura no sangue e, conseqüentemente, pela ocorrência de acidentes cardiovasculares, infartos do miocárdio.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as doenças cardiovasculares são responsáveis, no mundo, por 15 milhões de mortes por ano, equivalentes a 30% do total de óbitos. Desses, 2/3 ocorrem em países em desenvolvimento. “No Brasil, elas são responsáveis por 300 mil óbitos por ano, uma média de 820 falecimentos por dia, sendo a principal causa de morte natural no País”, afirma Fisberg.
O médico ressalta ainda que alguns estudos mostram associação entre níveis de licopeno elevado e menor ocorrência de câncer de mama devido a sua ação sobre os radicais livres, minimizando o estresse oxidativo, uma das causas da doença.
O licopeno não é produzido pelo organismo. Para obtê-lo, somente é possível pela ingestão de fontes externas. Os alimentos com maiores quantidades da substância são os concentrados à base de tomates. No começo da década de 90, apenas 6% dos europeus e dos norte-americanos conheciam os seus benefícios para a saúde.
Atualmente, comemoram os especialistas, esse quadro está sendo revertido rumo ao ideal desejado por eles: acesso e consumo do licopeno por 100% da população.
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