Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo
Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo
Pornografia na web causa impotência sexual, aponta estudo
A pornografia na internet está causando “consequências devastadoras” no apetite sexual masculino. Uma pesquisa italiana feita com 30 mil homens aponta que acessos a “sites adultos” iniciados na adolescência estão levando homens à impotência.
A chamada “anorexia sexual” ocorre porque jovens a partir de 14 anos iniciam suas vidas sexuais sem relação com a vida real. E acessam o pornô em excesso. “Começa com reações menores para os sites pornográficos, depois há uma queda geral da libido e no final torna-se impossível conseguir uma ereção”, diz o estudo, da Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina Sexual.
Mas calma… Há salvação, dizem os pesquisadores. “Com a assistência adequada, a recuperação é possível em alguns meses”, afirmam.
* * *
SONO – RELÓGIO BIOLÓGICO:
“SONO E CONSCIÊNCIA”
Por Dr. Stanley Coren
Neuropsicólogo
Acho que a maioria das pessoas classifica comer e fazer sexo
entre as atividades mais importantes da vida. Se eu perguntasse por que, você
daria como prova o tempo que passa se dedicando a elas (ou pelo menos pensando
nelas). Mas, até para os gulosos e os sedutores profissionais, ele não é nada
perto do tempo que passamos dormindo. Por exemplo, se você chegar aos setenta
anos de idade dormindo a média normal, completará 200 mil horas de sono. Se
nossa espécie dedica tanto tempo a essa atividade, só pode ser porque ela tem
uma função importante, talvez crucial. Porém, só nos anos 50 começamos a
compreender o que é o sono de fato.
Ao observar uma pessoa
ou um animal dormindo, notamos várias características comuns que definem tal
comportamento:
·
O sono está, em
geral, associado a uma postura corporal. Seria muito estranho ver uma pessoa
dormindo em pé. Para incentivar alguém a dormir, costumamos pedir que se deite.
·
Dormir envolve
grande redução da atividade física. Apesar de haver movimentos durante o sono,
ninguém espera que pessoas ou animais caminhem pelas ruas.
·
Em geral, há um
lugar específico, reservado para dormir. Seja um ninho ou toca, seja um quarto
ou, no mínimo, uma cama.
·
Dormir costuma ser
uma atividade diária que ocorre em horários regulares e mais ou menos
previsíveis: o homem dorme à noite, enquanto o tigre e o leão dorme em dois
períodos: um à noite e outro no meio da tarde.
·
Quando estão
dormindo, as pessoas ficam menos atentas e menos sensíveis às mudanças
ambientais. É por isso que você se lembra muito pouco daquele programa de
televisão durante o qual tirou uma soneca.
Se você estudasse o
sono apenas observando as características mencionadas acima, aprenderia muito
pouco e ficaria entediado. Talvez por isso, entre 1930 e 1950, apenas um grande
cientista teve interesse em estudá-lo. Nathaniel Kleitman, professor de
fisiologia na Universidade de Chicago, iniciou-se no estudo do sono com os
mesmos preconceitos de hoje: achando que o corpo era como um automóvel e que o
cérebro correspondia ao motor. Dormir seria como deixar o carro estacionado:
durante o sono, o corpo torna-se inativo, o cérebro se desliga e só volta à
atividade quando ligado pela manhã. A
única diferença, admitia \Kleitman, era que o cérebro não se desligava
totalmente; apenas funcionava em ritmo mais lento (como um motor em baixa rotação), com eventuais
interrupções que podiam aparecer sob a forma de sonhos. Em seu livro ‘Sleep
and Wakefulness’ [Sono e Vigília], de 1939, Kleitman descreve o sono como “uma cessação ou
interrupção periódica do estado de vigília, sendo este o modo de vida
predominante do adulto sadio.”
Na época em que
Kleitman começou a estudar o sono havia poucos métodos de obtenção de dados
confiáveis sobre o assunto, visto que, quando estão dormindo, as pessoas não
podem relatar o que sentem e, quando o pesquisador as acorda para saber, elas
não estão mais dormindo.
Para o cientista, as
incertezas não se encerram, pois um problema adicional é que as pessoas não
conseguem relatar seus padrões de sono. Certa vez, colaborei numa pesquisa
sobre interrupções do sono em um adulto jovem. Ele era acordado a cada meia
hora e, para garantir que estava desperto, fazíamos perguntas simples como “Que
dia é hoje?”, “Quanto dá seis mais três?” Depois de despertá-lo quinze vezes,
deixamos que dormisse até acordar naturalmente. Pela manhã, perguntamos se
tinha dormido bem.
“Muito bem, passei uma
noite ótima!”, respondeu.
“Lembra-se de alguma
coisa sobre a noite passada?”, perguntamos.
“Quase nada. Acho que
sonhei,mas não consigo me lembrar. Parece que num dos sonhos eu estava aqui no
laboratório e alguém falava comigo; não me lembro do quê. Acho que acordei uma
vez e ouvi vocês somando alguns números. Fora isso, não acordei nenhuma vez
desde ontem à noite”.
Esse depoimento, embora
pareça estranho, é muito comum. Pessoas que sofrem de distúrbios do sono (como
apnéia do sono, como veremos mais adiante), às vezes acordam centenas de vezes
por noite e, apesar de sonolentas e cansadas no dia seguinte, não se lembram de
ter acordado.
(...)
Fonte: págs. 19-20, do livro “Ladrões de Sono”, Um alerta sobre
os riscos de contrariar nosso relógio biológico; Stanley Coren; Tradução:
Regina
Gomes de Souza; São Paulo, Cultura Editores Associados.
Gomes de Souza; São Paulo, Cultura Editores Associados.
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Evite medicamentos sintéticos!
Informe-se: Cuidado com os medicamentos psiquiátricos!!!
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