quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Como a nação, estamos doentes porque não dormimos! T S Wiley


[APAGUE A LUZ – LIVRO]

“COMO A NAÇÃO, ESTAMOS DOENTES PORQUE NÃO DORMIMOS!”



“COMO A NAÇÃO, ESTAMOS DOENTES PORQUE NÃO DORMIMOS!”

Dra. T. S. Wiley
Médica Teórica

INTRODUÇÃO

O tema é notícia em toda parte.

   Na revista Life de janeiro de 1998, 70 milhões de americanos finalmente admitiram que, ocasionalmente, dormimos ao volante, deixamos a bola cair ou saímos literalmente do ar. Livros como Power Sleeping e recortes de notícias sobre jet lag estão sempre aparecendo nos meios de comunicação. A falta de sono é o mais novo déficit dos Estados Unidos. Este déficit é uma tremenda cratera que não temos esperança de fechar. Aparentemente, quando perdemos horas de sono, a sensação é igual a correr a pé atrás de um trem em movimento. O problema é que, no caso do sono, realmente não se pode recuperar. Por que não?

   Seus hormônios não são tão elásticos assim.

   Hormônios e sono? Isso é novidade.

   Hormônios como o estrogênio e, ocasionalmente, a testosterona, são sempre notícia. O DHEA e o hormônio do crescimento humano até aparecem de vez em quando, mas sempre nas matérias sobre envelhecimento. O único hormônio ligado ao sono é a boa e velha melatonina – e todo mundo sabe que pode ser comprada sem receita médica. Se precisar é fácil conseguir, certo?

   Então, por que deixar a falta de sono mantê-lo noites e noites acordado?

   Porque, quando você dorme menos do que deve, a melatonina não é o único hormônio afetado. Há pelo menos dez hormônios diferentes, e outros tantos neurotransmissores no cérebro, que começam a não funcionar direito quando você não dorme o suficiente. A melatonina é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer. Todas as outras alterações é que modificam o apetite, a fertilidade e a saúde mental e cardíaca.

   Então, porque essa notícia faça parte, separadamente, de cinco ou seis disciplinas acadêmicas diferentes. Por exemplo, a Dra. Eve Van Cauter, da Universidade de Chicago, chama de “dívida de sono” as alterações hormonais que registra em seu laboratório de estudos do sono.

Um nome que pode pegar... Talvez assim a perda do sono atraia alguma atenção. De alguma maneira, a idéia de relacionar a perda do sono a ser credor ou devedor de alguma coisa – igual a dinheiro – atribua ao assunto maior importância. O dinheiro sempre fala alto – e essa dívida de sono que você está contraindo tem um custo anual direto, para a nação, de 15,9 bilhões de dólares, e um custo indireto de mais de 100 bilhões de dólares, em horas perdidas de trabalho e acidentes. Mas nós dizemos que o custo é, na verdade, bem maior.

   É o custo da sua vida.

   Dormir depois que o despertador toca, cochilar no teclado do computador ou derramar o café na mesa de trabalho, não são os principais desastres para quem dorme pouco: a morte é a pior conseqüência.

   E, quando falamos de morte não estamos falando de acidentes de automóvel.

“COMO A NAÇÃO, ESTAMOS DOENTES PORQUE NÃO DORMIMOS”

   Como a nação, estamos doentes porque não dormimos. Estamos gordos e diabéticos porque não dormimos. Estamos morrendo de câncer ou do coração porque não dormimos.  Uma avalanche de artigos científicos escritos e revisados por colegas nossos dão suporte à nossa conclusão de que, quando não dormimos em sincronia com a variação sazonal da exposição à luz, alteramos definitivamente um equilíbrio da natureza que foi programado em nossa fisiologia desde o Primeiro Dia. O relógio cósmico está embutido na fisiologia de cada ser vivo.

   A história que estamos prestes a contar é tão óbvia e, no entanto tão fantástica, que você não acreditaria, se não fosse verdade. Há mais coisas na história da perda de sono do que qualquer um de nós esperaria, porque até agora ninguém foi capaz de enxergar o quadro completo.

   Nós enxergamos – e vamos mostrá-lo a você.

   Em Apague a luz, provamos que a obesidade e os principais assassinos relacionados a ela – doenças cardíacas, diabetes e câncer – são causados por noites curtas, por trabalhar durante horas ridiculamente longas, por, literalmente, queimar a vela nas duas pontas – e pela eletricidade, que nos permite fazer tudo isso. A causa, com toda a certeza, não é comer gordura demais ou a falta de exercício.

   Pesquisamos o crescimento da obesidade e das chamadas doenças relacionadas a esse aumento de peso durante dois anos e meio. Nossas conclusões são suportadas por mais de uma década de pesquisa feita no National Institutes of Health (NIH), em Washington, e em mais de outras fontes científicas. A nova abordagem em relação à doença pode ser humilde e desconcertante, mas é o preço da verdade.

   Então ouça.

Fonte: págs. 13-14, do livro “Apague a Luz!” Durma melhor e: perca peso, diminua a pressão arterial e reduza o estresse; T. S. Wiley e Bent Formby, Ph.D., Editora Campus, 2000

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FIQUE MAIS JOVEM A CADA ANO

MAIS DE 50% DE TODAS AS DOENÇAS E FERIMENTOS ACIDENTAIS QUE OCORREM NO ÚLTIMO TERÇO DA VIDA PODEM SER EVITADOS!



Por Chris Crowley,

Se você ainda não passou por isso, não faz a menor idéia de quanto o “envelhecimento normal” é ruim. Acredite, é horrível mesmo. Harry e eu estamos pedindo, ou melhor, implorando, que você se retire da encosta escorregadia. Isso estabelecerá uma mudança fundamental na próxima fase da sua vida: a terceira idade.

MAIS DE 50% DE TODAS AS DOENÇAS E FERIMENTOS ACIDENTAIS QUE OCORREM NO ÚLTIMO TERÇO DA VIDA PODEM SER EVITADOS!

   O que está em jogo – as mudanças potenciais pelo resto da sua vida – é algo muito importante. Pense por um minuto nos seguintes dados: Harry diz que mais de 50% de todas as doenças e de todos os ferimentos acidentais que ocorrem no último terço da vida podem ser evitados, se a pessoa alterar seu estilo de vida de acordo com as nossas sugestões. Não se trata de adiar os males para uma idade mais avançada, e sim de impedir sua ocorrência e manter-se a salvo dos tormentos das despesas e da perda de prazer que eles causam. Você sabia que 70% das mortes prematuras nos Estados Unidos estão relacionadas com o estilo de vida? Nesse caso, “prematuras” quer dizer estar bem longe da casa dos 80 e muitos anos.

   Ainda mais importante para mim é a declaração de Harry de que cerca de 70% do declínio “normal” associado ao envelhecimento – a fraqueza física, as articulações doloridas, a falta de equilíbrio, a sensação de pessimismo – pode ser adiado até quase o final da vida. Essa é uma diferença significativa. Eu tive momentos de envelhecimento normal. Minhas articulações doíam tanto que o simples ato de andar era um sacrifício. Eu era obrigado a procurar um rebaixamento no meio-fio para não ter que erguer a perna nem míseros 10 cm. Pense nisso;Imagine-se tão franzino que precise tomar impulso para se levantar de uma cadeira comum. Isso acontece. Será assim com você, de verdade. Embora não tenha que ocorrer necessariamente.

   Tudo isso soa como um exagero, mas não é. Harry abordará as ciências emergentes para provar todas essas questões. O que ele diz é admirável. E eu falarei sobre a vida, a respeito de andar de bicicleta, de esquiar de fazer coisas novas, de me sentir funcionalmente mais jovem do que era há 10 anos e de estar em grande forma na maior parte do tempo. Você poderá passar dos 60 e sentir-se funcionalmente rejuvenescido a cada ano pelos 5 ou 10 anos seguintes. Portanto, o assunto é sério.

Minha contribuição: um relatório do campo de batalha

   Minha participação neste projeto é simples: depois que passei dos 60 anos de idade, vivi como aposentado por um tempo. Aos 70, já tinha assimilado e seguido a mensagem deste livro por alguns anos. Por causa disso, estou preparado para lhe contar toda a verdade a respeito do processo. Meu relatório vem do campo de batalha, da prática. Otimista, sem dúvida, no entanto honesto e sem floreios.
   Vamos às boas notícias. Consegui me sair muito bem. Claro que não extraordinariamente bem, afinal não tenho 40 anos. Mas sou, diria, um “cinqüentão”. Isso apesar dos seguintes fatos: na melhor das hipóteses, me exercito apenas o suficiente. Tenho muita tolerância comigo mesmo (houve uma época em que eu estava cerca de 20 kg acima do peso). Tomo bebidas alcoólicas quase todos os dias e sou muito ligado aos prazeres da vida. Ligadão. Porém, desde que me conscientizei do que estava em jogo e quanto era simples o compromisso exigido – em comparação com os resultados –, fui em frente. Fiz o “papel do homem”, que todos nós conhecemos. E tornei essa questão uma espécie de trabalho eu tenho a cumprir.

   Mais um ponto a favor: o processo não é ruim. Uma parte – a dos exercícios – parece estarrecedora, e você pensará que estamos de brincadeira. Nem uma coisa nem outra: não há nada de assustador no que propomos e nós não brincamos em serviço. Eu não teria feito metade disso nem por um mês, muito menos por anos a fio, se não fosse agradável. E é mesmo, graças a Deus. Na realidade, vicia um pouco. Explicarei essa questão mais adiante. O trabalho é duro, mas divertido. E funciona.
Fonte: Págs. 17-18, do livro “Fique Mais Jovem a cada ano”, chegue aos 80 anos com a saúde, o vigor e a forma física de um cinqüentão; Chris Crowley e Henry S. Lodge, M.D.; Rio de Janeiro, Sextante, 2007

--- “EU SOU SAUDÁVEL!” ---