quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Alerta ambiental e de interesse coletivo: Medicamentos nos rios e lagos – uma descoberta recente e assustadora


SAÚDE – PREVENÇÃO

MEDICAMENTOS EM RIOS E LAGOS


Alerta ambiental e de interesse coletivo: Medicamentos nos rios e lagos –  uma descoberta recente e assustadora *




MEDICAMENTOS EM RIOS E LAGOS

Alerta ambiental e de interesse coletivo: Medicamentos nos rios e lagos –  uma descoberta recente e assustadora *

Míriam Sommer **

Pelo mundo afora, atualmente, os medicamentos poluem mais os rios do que as indústrias. Isto porque a contaminação industrial baixou muito em vários locais do mundo, porque muitas das indústrias se mudaram para a China e para o Japão, e pelo simples fato de que estão cumprindo melhor as normas que são ditadas a favor do meio ambiente.

Assim como o antidepressivo Prozac (fluoxetina) foi encontrado nas águas dos rios e lagos nos EUA e no Canadá, na Suécia foram encontrados diclofenaco (anti-inflamatorio), carbamazepina, propranolol (beta-bloqueador) e trimetropin e sulfametoxazol (antibióticos).

Um em cada quatro europeus reconhece que atira medicamentos pelo lavabo.  Sabe-se que não são substâncias que se degradam facilmente e as plantas aquáticas depuradoras não estão preparadas para fazê-lo. O resultado é que os rios europeus contêm, cada vez mais, maior quantidade de fármacos. Nas águas do rio Ebro, na Espanha, foram detectados 20 remédios diferentes.

Um estudo científico espanhol identificou a presença de 20 medicamentos nas águas do Ebro. Analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, antibióticos e anti-histamínicos viajam pela corrente do rio em concentrações suficientes para ocasionar efeitos adversos nos peixes e nos organismos aquáticos. Em princípio não se prevê que esta contaminação vá ter efeitos negativos diretos sobre a saúde das pessoas. Os cientistas estão preocupados com a presença maciça de antibióticos, que induzem a resistência aos microorganismos. Também produzem inquietação os estrógenos, capazes de produzir modificações no sexo dos peixes e alterações metabólicas nos humanos, como já foi demonstrado em vários estudos prévios.

Gemfibrozil, diclofenaco, carbamezapina, ibuprofem...

A água do rio Ebro está cheia destes e de muitos outros compostos.
“Como estes remédios foram parar no rio?”

“Através do lavabo”, é a simples resposta dada por Damián Barceló, cientista e diretor do Instituto Catalão de Investigações da Água (ICRA), responsável pelo estudo junto ao Conselho Superior de Investigações Científicas e autor do estudo Ocorrência e distribuição de fármacos na água superficial, em sólidos em suspensão e sedimentos na bacia do rio Ebro, publicado na revista Chemosphere.

“Existem muitos fármacos cujo composto ativo sobrevive ao metabolismo humano e é excretado em uma proporção muito elevada”, explica o cientista catalão. Além do mais, apesar de todas as campanhas de informação realizadas pelas administrações sanitárias, as pessoas continuam a se desfazer dos medicamentos atirando-os ao esgoto.

Sabe-se que 25% dos europeus eliminam os seus remédios pelo esgoto, segundo pesquisas realizadas. Sabe-se que as concentrações medicamentosas encontradas no rio Ebro são similares às encontradas nos rios Danúbio e Elba.

As depuradoras de águas residuais não estão preparadas para tratar deste tipo de substâncias. Em alguns casos, a percentagem do composto que se elimina durante o processo de depuração pode ser inferior a 10% do volume que contém a água.

Para seguir a pista dos medicamentos, a equipe de Barcelona estabeleceu 18 estações de amostragem ao longo do Ebro, desde Álava até Tortosa. De acordo com os dados recolhidos até agora, as estações que mostram os níveis mais altos de fármacos na água são as situadas no rio Huerva, no rio Galego.

Em todas as estações, as concentrações de medicamentos na água do rio chegam a cerca de 600 nanogramos por litro (ng/L).

O tipo de medicamento mais detectado varia de uma estação à outra. As maiores concentrações de medicamentos psiquiátricos se dão em Villodas (Álava) e Puente la Reina (Navarra), seguidos por Huerva e Presa de Pina (Zaragoza). Ao contrário, a presença de antibióticos como eritromicina, azitromicina e trimetropim é bastante homogênea.

Os investigadores estão tentando averiguar como este cocktail de medicamentos afeta a saúde dos seres vivos, pois se sabe muito pouco sobre este assunto, em se tratando de um campo muito novo.

Recentemente, um grupo de investigadores da Universidade de Constance (na Alemanha) comprovou que o diclofenaco – um anti-inflamatório de uso frequente em toda Europa – produz danos ao fígado e aos rins das trutas.

Vinte e um dias de exposição ao diclofenaco pode causar necrose tubular nos rins, teleangectasia e diversas alterações renais e hepáticas nos animais.

Uma das principais conclusões do referido estudo, publicado em outubro de 2005 na revista Aquatic Toxicology, refere-se aos efeitos adversos produzidos pelo diclofenaco, concentrações estas similares às encontradas habitualmente nas regiões fluviais, e que são concentrações muito baixas.

Por outro lado, teríamos que beber um milhão de litros da água do rio para se chegar a tomar um só comprimido de ibuprofeno.

Os peixes que vivem perto da saída da água depurada recebem um verdadeiro banho de fármacos. A equipe de Barcelona crê que existem conseqüências a longo prazo: “Os peixes, os anfíbios, as plantas etc. estão expostos cada dia, de forma contínua. A longo prazo, a diversidade pode ser alterada”.

Os antibióticos são os compostos que mais preocupam em relação com a saúde humana. Sua presença se detecta inclusive na água potável que consumimos em casa, apesar de níveis bem baixos. Porém, se ingerirmos água com antibióticos constantemente, “se pode induzir resistência aos microorganismos, de maneira que o medicamento não fará mais efeito quando realmente for necessário”, afirma o investigador.

Outro problema são os estrógenos, atuando como disruptores endócrinos mesmo quando em concentrações muito baixas, de apenas 1 ng/L. No rio Llobregat foram detectados 10 vezes mais do composto estriol: 10 ng/L. Este rio, por ser mas curto, é o mais prejudicado porque, devido ao seu tamanho, possuir um nível maior de concentração química.

Como solucionar este tipo de contaminação? A legislação não ajuda porque não existe nenhuma regulação européia sobre as concentrações de fármacos.

A prevenção é outro fator importante. Na Alemanha, os médicos são informados sobre o grau de persistência ambiental dos medicamentos, para que eles possam precrever os de menor impacto ambiental. As moléculas em questão são muito complexas, são desenhadas para serem ativas e para que não sejam degradadas facilmente.

Este assunto se torna ainda pior já que a população envelhece e o consumo de medicamentos está aumentando.

Antibióticos e analgésicos

Os restos de fármacos que têm sido encontrados com maior frequência nos pontos de controle situados ao largo do rio Ebro são os reguladores lipídicos: o ácido clofíbrico e o gemfibrozil, que se detectam entre 100% e 80%, respectivamente, nas estações de amostragem. Seguem-se outras três sustâncias anti-inflamatórias e analgésicos: acetaminofem, diclofenaco e naproxeno, detectadas em nada mais que 60% das estações. E anti-inflamatório ibuprofeno, o anti-epiléptico carbamazepina e o antibiótico azitromicina se observan em 60% dos puntos de controle, seguidos do beta-bloqueador atenolol (50%).

As maiores concentrações detectadas no rio Ebro são beta-bloqueadores atenolol e o acetaminofeno (componente básico del paracetamol), compostos que alcançam níveles de 250 ng/L de água.

Seguidos pelo anti-inflamatório ibuprofeno e o anti-epiléptico carbamazepina, que alcançam concentrações de 110-150 ng/L de água.
O estudo de restos farmacológicos forma parte do projeto europeu Aquaterra, que também estuda a situação em otros cursos fluviais, como o Danúbio, o Elba e o Mosel.


* Este artigo foi publicado em 2009 no site www.brasileirosnaholanda.com

** Miriam Sommer, médica epidemiologista clinica e médica homeopata, reside na Holanda (www.miriamsommer.nl)






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A Importância do CBD na Diabetes - Dr. Rondó


A Importância do CBD na Diabetes
CBD: canabidiol; “sistema endocanabinóide”.



A Importância do CBD na Diabetes


Por mais de 80 anos, esta ciência ficou escondida, por se achar que tanto o cânhamo como a maconha eram a mesma planta, mas não são.
O que ocorre, é que as duas são do mesmo gênero e espécie, são plantas com a mesma origem, mas são, na verdade, plantas diferentes.
Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
E a ciência tem mostrado os benefícios do cânhamo, no sentido de trazer conforto, bem-estar, para as pessoas, pois há diversos estudos mostrando isto, e cada vez mais aparecem informações neste sentido, muito animadoras, e mais, sem efeitos colaterais.Algo natural e sem efeitos colaterais.
O que causa esta melhora é um sistema que nós temos em nosso corpo, chamado “sistema endocanabinóide”.
Nós temos receptores no corpo inteiro, e nós também produzimos “canabinóides” – nós mesmos – são os endocanabinóides, que são ligados a estes receptores que nós temos no corpo inteiro, e isto faz todo o metabolismo funcionar melhor.
Só que, com o envelhecimento, nós vamos perdendo a capacidade de produzir estes endocanabinóides. Com isto o “sistema endocanabinóide” passa a não ser abastecido, e com isto, começa a entrar numa perda de energia, de saúde e predisposição para várias doenças.
Só que, por incrível que pareça, o “CBD” [canabinóide] do cânhamo, é como se ele fosse criado, concebido, exatamente para se ligar ao “sistema endocanabinóide”.
E aí, ele volta à ativa, volta a rejuvenescer, a fazer com que este sistema todo volte a ter eficiência, plena energia, bem-estar, [sem] dores, [melhor qualidade de] sono, [ajudando a eliminar] uma série de doenças, ou seja, é muito interessante, muito animador, o que a ciência mostra [com estas pesquisas].
Em relação ao DIABETES, os estudos são muito interessantes, feitos nos Estados Unidos e em Israel, por mais de cinco anos. São estudos – tem outros também – mostrando que, se pegar um grupo de pessoas usando cânhamo, com um grupo que não o utiliza, a melhora da sensibilidade à insulina é impressionante, a melhora da glicemia, é também muito importante.
E isto ajuda também na redução da gordura visceral, reduz a relação cintura-quadril, ou seja, há uma redução da circunferência abdominal, melhora o HDL, reduz o LDL, e outros efeitos maravilhosos. (...)

Dr. Wilson Rondó Jr.
Nutrologia e Medicina Preventiva Ortomolecular


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A Importância do CBD na Diabetes

Dr. Rondó,
Nutrologia e Medicina Preventiva Ortomolecular

Após mais de 80 anos de controvérsias sobre o CBD, agora parece que enfim o seu poder de cura passa a ser valorizado. Os relatos do seu uso, especialmente para adultos e idosos, têm mostrado surpreendentemente importantes benefícios de alívio das queixas – e sem trazer nenhum efeito colateral.

Quando digo surpreendentemente, é porque haviam muitas informações infundadas sobre seus benefícios para a saúde.

Agora a tendência é as pessoas se tornarem livres para desfrutar do poder do CBD, pois já se entende que os produtos de canabidiol (CBD), provenientes do cânhamo, têm uma grande diferença em relação aos feitos de maconha.

Na verdade, acreditava-se erroneamente que o cânhamo e a maconha eram a mesma planta, mas elas são plantas diferentes. Ambas são consideradas cannabis sativa por gênero e espécie, mas nada mais.

E qual é o motivo disso?

O motivo dessa eficiência toda é pelo fato do CBD interagir com o sistema mais importante dentro dos nossos corpos, o "sistema endocanabinoide".
É como se ele tivesse sido projetado para trabalhar com as moléculas do cânhamo (CBD). Já temos mais de 12 mil estudos revisados que confirmam seus benefícios. O sistema endocanabinóide desempenha um papel importante no metabolismo do açúcar.

Com o envelhecimento, fazendo uso de uma alimentação rica em alimentos refinados, industrializados, açúcar e frutose em excesso, além da excessiva exposição a tóxicos, fica cada vez mais difícil para esse sistema metabolizar a glicose. Como consequência haverá aumento de açúcar no sangue, ganho de peso e o diabetes.

Como o cânhamo (CBD) ajuda no diabetes

1 – Veja o que os estudos mostram Segundo estudo recente, de 5 anos de duração e realizado por pesquisadores da Ivy League University e do Beth Israel Deaconess Medical Center, comparou-se um grupo de usuários de cânhamo com um grupo controle e se observou:

- Maior controle de glicemia
- Redução em 16% do nível de insulina
- Melhora em 18% o metabolismo da insulina
- Menor circunferência abdominal
- Melhores níveis de HDL

2 – De acordo com publicação do British Medical Journal, comparando-se grupo consumidor do cânhamo com grupo controle, houve uma redução em 100% dos marcadores de inflamação (Proteína C Reativa).

3 – Em um estudo avaliando 10.896 adultos, pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que os usuários de cânhamo tinham até 330% mais chances de ter um nível de açúcar no sangue mais saudável do que o grupo não-cânhamo.

4 – Pesquisadores da Universidade de Oxford usaram cânhamo em 125 pacientes com açúcar no sangue e observou-se uma melhora função das células beta pancreáticas, que são essenciais para a produção saudável de insulina.

Portanto, o cânhamo (CBD) é uma nova luz na prevenção e tratamento do diabetes. (...)

Dr. Rondó

(06-08-2019

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SEU CÉREBRO TEM DIABETES? DR WILSON RONDÓ JR.


SEU CÉREBRO TEM DIABETES?
DR WILSON RONDÓ JR.
Nutrólogo e Medicina Preventiva Ortomolecular


É possível que o cérebro tenha diabete?



É possível que o cérebro tenha diabete?

“Hoje se denomina uma doença como sendo o ‘diabetes Tipo 3’, que é a diabetes no cérebro. Não é só o pâncreas que produz insulina. O cérebro também produz insulina.”
“Alzheimer: é o diabetes tipo 3.”
“A mesma insulina, que compromete o pâncreas na diabetes, é responsável pela produção de placas de beta amilóide no cérebro, e que está relacionada com o Alzheimer.” (...)


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ALZHEIMER
Exame de marcadores biológicos

O diagnóstico da Doença de Alzheimer continua sendo clínico, mas a diferença verificada desde o início da atual década foi a constatação de que marcadores biológicos podem auxiliar a tornar o diagnóstico da DA mais preciso. Os marcadores biológicos que passam a fazer parte da investigação clínica são o beta-amiloide e a proteína fosfo-tau.

A proteína beta-amiloide, como se sabe, é acumulada nas placas senis, um dos marcos patológicos da doença. Essa proteína é produzida normalmente no cérebro e há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios viáveis. O problema na DA é que sua produção aumenta muito e moléculas acumulam-se como oligômeros, levando à alteração nas sinapses, o primeiro passo para a série de eventos que leva à perda de neurônios e aos sintomas da doença.

Normalmente, a beta-amiloide é eliminada pelo liquor, mas na DA sua acumulação no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios, que é outra alteração patológica conhecida da DA. Com a morte neuronal, a fosfo-tau é eliminada pelo liquor, aumentando sua concentração. Dessa forma, na DA ocorre diminuição da concentração de beta-amiloide e aumento da concentração de fosfo-tau no liquor.

É necessário ter em mente algumas implicações desse exame:

A alteração das concentrações de marcadores por si não garante o diagnóstico de DA, que deve ter a correlação com sintomas clínicos. Essas alterações podem ser úteis no diagnóstico diferencial entre DA e outras demências, quando o que ocorre com frequência é a superposição de sintomas. Com os marcadores biológicos, é possível fazer o diagnóstico da doença prodrômica, isto é, de pessoas com queixa e dificuldade objetivamente verificadas, mas que não preenchem os critérios para o diagnóstico de demência como, por exemplo, as que não têm prejuízo em suas atividades. Pessoas com doença prodrômica têm chance muito elevada de vir a desenvolver a demência da DA.

Essa mudança nos paradigmas do diagnóstico levou também a uma mudança na busca de novos tratamentos, que agora são dirigidos para a produção e agregação de moléculas de beta-amiloide e para a inibição da produção de fosfo-tau.

A Doença de Alzheimer antes dos sintomas

Os marcadores biológicos e os estudos sistemáticos do cérebro deixaram claro que, por um período de 15 a 20 anos, estão acontecendo alterações no cérebro antes do diagnóstico da demência da Doença de Alzheimer, ainda que seja em sua fase inicial. Assim, poderíamos falar em:

Envelhecimento normal: não há alterações clínicas ou queixa de mau funcionamento cognitivo. Perdas referentes ao processo de envelhecimento envolvem principalmente alterações físicas e sensoriais. Doença pré-clínica: as pessoas não apresentam alteração clínica alguma e sua avaliação clínica será normal, exceto no final desta fase, quando testes de memória e de outras áreas da cognição podem mostrar alterações muito sutis. Por outro lado, verifica-se uma mudança nos marcadores biológicos, com queda na concentração de beta-amiloide e aumento na concentração de fosfo-tau. Exame de ressonância com marcador para beta-amiloide mostrará que esta substância está se acumulando no cérebro. A não ser por esses exames especiais, e que ainda estão disponíveis em poucos lugares, não se pode fazer o diagnóstico de doença pré-clínica.

Doença prodrômica: aqui começam as queixas de memória, que se tornarão mais acentuadas ao longo do tempo. A avaliação clínica mostra objetivamente que há alteração, a mais comum sendo nos testes de memória. Nesta fase, a ressonância com marcador para beta-amiloide mostra maior acúmulo e a ressonância convencional começa a mostrar atrofia cerebral, particularmente para os hipocampos, que constituem uma área central da memória. Nesta fase, as pessoas continuam com suas atividades e, portanto, não se pode falar em demência, apesar de no final desta fase manterem as atividades, principalmente as mais complexas, que requerem mais memória e planejamento, como gerenciar finanças ou planejar viagens, que exigem um esforço maior. Para essas pessoas, portanto, o diagnóstico pode ser feito pelo exame clínico, ajudado pelo exame de liquor e pela ressonância de cérebro.

Demência da Doença de Alzheimer: a DA, como a conhecemos, envolve perdas significativas de capacidades com interferência nas atividades cotidianas. Nesse sentido, as mudanças previsíveis para diagnóstico e tratamento da DA serão:

O diagnóstico será mais precoce, preferencialmente na fase prodrômica. O tratamento será mais precoce, preferencialmente na fase prodrômica. Caso se chegue de fato a medicações mais eficientes, então a perspectiva para as pessoas com DA mudará radicalmente.

(ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer)


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A hipótese do diabetes de tipo 3

O cérebro humano é, do ponto de vista metabólico, um dos órgãos mais ativos do nosso corpo, processando uma grande quantidade de carboidratos para produzir energia celular na forma de adenosina trifosfato (ATP). Apesar das suas exigências, o cérebro não possui uma grande flexibilidade em termos de substratos para a produção desta energia, baseando-se quase exclusivamente na utilização de glicose. Esta dependência põe em risco o órgão, caso o fornecimento do substrato seja escasso ou interrompido, ou caso a capacidade de metabolizar a glicose se torne falha: o cérebro se torna incapaz de proteger as sinapses. Nesta situação, as células podem não funcionar corretamente, resultando em alterações cognitivas. A partir deste princípio básico, torna-se evidente uma possível ligação entre o diabetes e a DA.165,166

A pesquisa sobre a relação entre o diabetes e a DA começou com o chamado "estudo Rotterdam", um estudo epidemiológico que investigou mais de 6000 idosos por dois anos e apontou uma correlação positiva entre a presença de diabetesmellitus e o desenvolvimento de demência.167 Outro trabalho epidemiológico, mais recente, mostrou a incidência de aumento da DA em homens que ganharam peso entre os 30 e 45 anos de idade e em mulheres entre 30 e 45 anos com índice de massa corpórea maior que 30.168 Já um estudo sueco apontou o aumento estatisticamente significativo do risco de homens que desenvolvem diabetes tipo 2 por volta dos 50 anos de idade de desenvolverem a DA. Pesquisadores também verificaram que homens com baixa produção de insulina aos 50 anos apresentaram 150% a mais de probabilidade de desenvolver DA do que aqueles com produção normal de insulina. Esta associação foi ainda maior em pacientes com deficiência da apolipoproteína E4 (ApoE4), o que parece indicar uma forte predisposição genética para a DA, tornando assim o diabetes um possível fator de risco independente para esta doença.169 As apolipoproteínas (Apo) são proteínas plasmáticas, com a capacidade de se ligar a lipídeos e com a função de transportar triglicerídeos e colesterol para os órgãos, sendo o colesterol liberado utilizado para apoiar a manutenção sinaptogênica e das conexões sinápticas.170 A ApoE humana é uma glicoproteína composta por 299 aminoácidos e que apresenta níveis variáveis de modificação pós-traducional.171 Alguns estudos histopatológicos observaram uma correlação positiva entre a densidade das placas senis e a quantidade de ApoE ε4 no cérebro de pacientes com DA,172,173 e uma pesquisa recente abrangendo uma população de estudo maior sugeriu fortemente que a deficiência de ApoEε4 encontra-se associada ao aumento das placas neuríticas.174 Outros estudos, porém, não observaram nenhum tipo de relação entre esses parâmetros.175-178 Existem diferentes hipóteses sobre a influência desta proteína na patogênese da DA, sendo a principal baseada na função de ApoE como uma proteína que se liga ao Aβ, induzindo mudanças conformacionais patológicas no peptídeo, acelerando a sua deposição no cérebro.179 Com base nesta hipótese, estudos envolvendo uma população de adultos de meia idade com o genótipo ApoE ε4, porém não apresentando problemas de cognição, foram recentemente realizados e os resultados sugeriram que a deposição do peptídeo Aβ parece iniciar-se mais cedo nesses indivíduos.180,181

A terminologia "diabetes de tipo 3" foi introduzida em 2005 por Suzanne de la Monte, cujo grupo de pesquisa examinou o tecido cerebral de pacientes com DA que vieram a óbito, observando que a patologia demonstra elementos dos diabetes de tipo 1 e 2, ou seja, além da diminuição na produção de insulina, é também observada a resistência dos receptores da insulina, sugerindo que a DA pode ser uma doença neuroendócrina associada à sinalização deste hormônio.182,183

Os estudos acima descritos verificaram que a expressão da insulina se mostrou inversamente proporcional ao estágio Braak da doença,184 com uma redução de 80% no número de receptores de insulina em pacientes com DA, em comparação com indivíduos normais. No cenário do diagnóstico da DA, os estágios da doença são determinados segundo a escala de Braak, que avalia, principalmente, os sintomas clínicos de demência em correlação com a distribuição de emaranhados neurofibrilares no cérebro. Os estágios são definidos como I e II quando o envolvimento dos emaranhados está confinado principalmente à região trans-entorrinal do cérebro, traduzido sintomatologicamente como níveis de cognição normais e levemente afetadas, respectivamente. Já nas fases III e IV, há também o envolvimento das regiões límbicas, como o hipocampo, levando ao prejuízo cognitivo de leve a moderado, de confusão e perda de memória, desorientação, problemas com tarefas cotidianas, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento no estágio III e sintomas psicóticos como ansiedade, desconfiança e agitação, além de distúrbios do sono no estágio IV. Por último, nos estágios V e VI, existe grande envolvimento neocortical, acarretando a dificuldade em reconhecer familiares e amigos, perda da fala, do apetite e do controle da bexiga e do intestino. Neste contexto, a capacidade da insulina de se ligar aos seus receptores se mostrou comprometida, com redução nos níveis de RNA mensageiro correspondente à insulina e seus receptores, observando-se também redução nos níveis da proteína tau.183,185,186Estes resultados têm inspirado estudos em modelos animais, em que a injeção intracerebral de estreptozotocina, uma droga para a indução de diabetes em ratos, além de resultar na degradação da insulina e da alteração dos mecanismos de sinalização do fator de crescimento semelhante à insulina, desencadeou o aparecimento de lesões oxidativas no cérebro das cobaias. A combinação destas alterações derivou finalmente em neurodegeneração, incluindo certas características neurológicas típicas da DA.187

A insulina, importante no processamento da memória, tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e é produzida constitutivamente no tecido cerebral. De forma geral, pacientes com DA apresentam diminuição da concentração de insulina e menor número de receptores da mesma. Quando estes sintomas são corrigidos farmacologicamente, uma melhora nos processos cognitivos dos pacientes é observada. A insulina liga-se a receptores específicos no cérebro, a maioria dos quais estão localizados no córtex cerebral, hipocampo, bulbo olfatório, cerebelo e hipotálamo. Devido ao fato destes receptores se localizarem nas áreas do cérebro pertinentes à cognição, é válido considerar a associação entre a insulina e a cognição.188 Diversos estudos utilizando a administração de insulina intranasal, intravenosa e intracerebral demonstraram uma melhoria na cognição das cobaias analisadas.188-190

Evidências experimentais suportam a ideia de que os efeitos tóxicos de Aβ podem promover resistência à insulina. Assim, estes resultados sugerem o desenvolvimento de uma retroalimentação positiva na neurodegeneração progressiva, isto é, a resistência à insulina levaria ao acúmulo de Aβ e a toxicidade deste peptídeo determinaria a resistência à insulina no cérebro.191,192 Esse fenômeno poderia explicar porque a mensuração dos níveis de Aβ no líquor ou a análise por imagem do cérebro têm se mostrado inadequadas como biomarcadores únicos para o diagnóstico definitivo da DA, e porque os resultados de ensaios clínicos de terapia anti-Aβ têm se mostrado inconclusivos até o momento.93,186,193






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sábado, 3 de agosto de 2019

O SOL É ESSENCIAL - VITAMINA D - LUZ SOLAR


PREVENÇÃO – SAÚDE – VITAMINA D

O sol é essencial! ...


O sol é essencial! ...

“...precisamos de cerca de 20 minutos diários,
ao menos três dias por semana, de sol.”

O sol fornece luz e calor essenciais à vida na Terra. É ele que torna possível a água em estado líquido, que determina a duração do dia e da noite e assim regula os organismos vivos.

É tão importante na nossa vida que influencia diretamente nossa saúde, tanto física quanto psíquica, pois ajuda na produção de hormônios do bem-estar e é responsável por cerca de 80% da vitamina D que o corpo recebe.

“A vitamina D é importantíssima para absorção de cálcio, formação dos ossos e evita a osteoporose”, explica Camila Kallaur, dermatologista do Ambulatório Médico Especialidades (AME) de São Jose dos Campos.

A vitamina D é um hormônio que controla 270 genes (inclusive células do sistema cardiovascular), previne 17 tipos de câncer e pode ser usada em tratamentos de doenças autoimunes. É produzida por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas UVB são capazes de ativar a síntese desta substância.

E a falta de sol pode ser tão prejudicial quanto o excesso. Os raios solares emitem radiação, a maior parte contida pela camada de ozônio, de dois tipos: UVA e UVB.

“Os raios do tipo UVB atingem mais a camada superficial da pele, e são causadores das queimaduras – têm a maior incidência entre as 11 horas da manhã até as 16 horas. Já os raios do tipo UVA atingem a derme, a camada mais profunda da pele, dando a ela uma aparência de bronzeado, mas esse tipo é responsável pelo envelhecimento precoce e os cânceres”, ensina a dermatologista.

Por um lado, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada ano são diagnosticados 135 mil novos casos de câncer de pele, o que corresponde a 25% dos casos de câncer no Brasil. Por outro lado, precisamos de cerca de 20 minutos diários, ao menos três dias por semana, de sol. “Estudos mostram que países com menos incidência solar tem maior índice de casos de depressão”, aponta Camila.

(...)

https://www.spdm.org.br/saude/noticias/item/2091-o-sol-e-essencial-mas-com-protetor-solar

  


“O filtro solar não previne câncer de pele.”
Dr. Lair Ribeiro

“Vitaminna D, que na realidade não é uma vitamina, é o mais potente hormônio esteroidal que o nosso corpo fabrica.”
Dr. Lair ribeiro

“Um aluno meu fez um estudo em Curitib-PR, onde foram coletados sangue de 100 pessoas (a maioria médicos). 96% tinha deficiência de vitamina D.”
Dr. Lair Ribeiro

“2.000 genes do nosso genoma (que tem um total de 23.000 genes), dependem da Vitamina D. Quando se tem Vitamina D baixa, a predisposição ao câncer [e muitas outras enfermidades] aumenta trementamente!”
Dr. Lair Ribeiro

Assista ao vídeo abaixo:
Farsa: Sol, vitamina D e filtro solar saiba tudo com DR Lair Ribeiro


FARSA: SOL NÃO CAUSA CÂNCER - O MAL É O FILTRO SOLAR E AS LÂMPADAS, DR. LAIR RIBEIRO *a falta de boa informação leva as pessoas a usarem filtros solares ineficientes e que até podem causar doenças e desequilíbrios orgânicos.

Dr. Lair Ribeiro diz no vídeo abaixo, que após tomar banho de sol, usando o filtro solar, aguardar de 2 a 3 horas para tomar banho com sabonete, tome uma chuveirada rápida sem sabonete, pois a vitamina D que na verdade é um hormônio, demora a ser assimilada pela pele, e o sabonte deteria este processo de assimilação, se usado 2 ou 3 horas antes. Protetor Solar Engorda e Não Protege

A "VITAMINA D" É MUITO IMPORTANTE PARA A SAÚDE. ELA PREVINE CONTRA VÁRIAS DOENÇAS E A ÚNICA MANEIRA DE ABSORVÊ-LA É TOMANDO SOL.

É EVIDENTE QUE A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA TEM LUCRADO MUITO COM INÚMERAS CAMPANHAS CONTRA OS "DANOS" CAUSADOS PELO SOL. É GRANDE A PUBLICIDADE A FAVOR DO BLOQUEADOR E DO FILTRO SOLAR.

O SISTEMA EUGENISTA CRIOU UMA LENDA EM QUE O SOL É UM VILÃO QUANDO, NA VERDADE, ELE TRAZ GRANDES BENEFÍCIOS À SAUDE. O FATO É QUE JUSTAMENTE POR EVITAR O SOL, ADQUIRIMOS DIVERSAS ENFERMIDADES.

GISELLE BÜNDCHEN JÁ HAVIA FALADO SOBRE O ENGODO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA. A MODELO NÃO USA PROTETOR SOLAR EM SI MESMA NEM EM SEU FILHO PORQUE O FPS CAUSA CÂNCER DE PELE.

PESQUISADORES DO EWG-ENVOIRONMENTAL WORKING GROUP (GRUPO DE TRABALHO AMBIENTAL), UMA ORGANIZAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS, DIVULGOU UM RELATÓRIO ANUAL ALEGANDO QUE QUASE METADE DOS 500 PRODUTOS MAIS POPULARES DE PROTEÇÃO SOLAR PODE AUMENTAR A VELOCIDADE COM QUE AS CÉLULAS MALIGNAS SE DESENVOLVEM E DISSEMINAR O CÂNCER DE PELE PORQUE CONTÉM VITAMINA A E SEUS DERIVADOS, RETINOL E PALMITATO DE RETINA. ALÉM DISSO, O FDA SABIA SOBRE OS PERIGOS DA VITAMINA A EM PROTETORES SOLARES DESDE QUE ENCOMENDOU UM ESTUDO HÁ 10 ANOS ATRÁS, MAS NADA TEM FEITO PARA ALERTAR O PÚBLICO SOBRE OS PERIGOS.

O DR. ÍTALO DECLARA QUE O SOL PREVINE CONTRA DOENÇAS COMO HIPERTENSÃO, GRIPE SUÍNA E VÁRIAS OUTRAS E AFIRMA QUE AS LÂMPADAS SÃO AS CAUSADORAS DO CÂNCER. REPARE QUE O GOVERNO FAZ CAMPANHAS PARA QUE A POPULAÇÃO SUBSTITUA AS LÂMPADAS INCANDESCENTES PELAS FLUORESCENTES, MAS NÃO AVISA QUE ELAS SÃO NOCIVAS.

OS PRODUTOS UTILIZADOS EM LÂMPADAS FLUORESCENTES SÃO UM RISCO PARA A SAUDE HUMANA E PARA O MEIO AMBIENTE. O CÁDMIO, POR EXEMPLO, CAUSA TOSSE, FALTA DE AR, INFLAMAÇÃO NO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ATÉ A MORTE. O MERCÚRIO PROVOCA INSÔNIA, FALHA DE MEMÓRIA, LESÕES NO SISTEMA NERVOSO E FRAQUEZA MUSCULAR. O CHUMBO PODE CAUSAR NÁUSEA, CONFUSÃO MENTAL E PERDA DE MEMÓRIA.

Vitamina D , essa substância que na realidade é um hormônio, mas que hoje é um principal determinante da saúde do mundo do homem moderno. Ela controla 229 funções em cada uma de todas as nossas células. A deficiência desse hormônio é praticamente um pré requisito para se desenvolver qualquer doença auto-imunitária como câncer, doença cárdio vascular entre MUITAS outras.

A carência da “Vitamina D” é responsável por uma das maiores pandemias reais do mundo todo, o que deveria ser incluido por obrigação em todos os sistemas de “saúde” é na verdade distorcido, escondido, distanciado das pessoas humanas desse planeta.

Não podemos permitir um “cruzar-de-braços” e um “olhar-pro-umbigo” nesse assunto mais do que importante… todos que temos direito e acesso a essas informações, devemos espalhar pra amigos, familiares, redes “sociais”, cobrar das farmácias que tenham esses complexos em seus estoques!

Então vem a pergunta: como garantir os níveis ideais de vitamina D? Isso tem jeito? Olha, eu vou chover no molhado, mas o exame de sangue é a única maneira confiável de se determinar o quanto de vitamina D uma pessoa precisa.

Ao fazer o exame de sangue, certifique-se que está fazendo o teste correto: digo isso por que existem dois tipos de exame que são 1,25 (OH) D, e 25 (OH) D. O melhor é o 25(OH) D, também chamado de 25-hidroxivitamina D. Esse é o melhor indicador de como está o estado global de vitamina D…"




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