Saúde
Deficiência de Iodo Causa Câncer de
Mama?
Dr. Wilson Rondó Jr.
A Prevenção é a melhor medicina
22/11/2017
Há uma grande chance de você não
estar ingerindo o suficiente deste nutriente essencial. Na minha formação
médica, eu aprendi que nós precisamos de iodo para fazer hormônios
tireoidianos, mas hoje já temos muito mais informações a esse respeito.
A medicina comum quase não presta
atenção a este importante mineral – exceto para dizer que você o evite em sua
forma mais comum. Como resultado, a imensa maioria das pessoas são deficientes
dele.
Ele é vital para a saúde da mama em
mulheres – que estão amamentando ou não – e apresenta maiores concentrações
nessas glândulas do que na tireoide.
O leite materno também é rico em
iodo, que é essencial para o desenvolvimento do cérebro de um recém-nascido.
A deficiência do mineral gera maior
processo oxidativo levando à doença fibrocística ou ao câncer de mama.
Além disso, estimula os ovários a
produzir mais estrógeno nas células da mama, promovendo o crescimento de
células saudáveis e possivelmente cancerosas.
Os estudos recentes mostram que as
mulheres no Japão têm uma taxa de câncer de mama 66% menor do que as mulheres
ocidentais.
A nossa ingestão diária dietética
são apenas 150 mcg por dia, sendo que a mulher japonesa média consome cerca de
25 vezes mais iodo do que a mulher ocidental.
No mundo tóxico de hoje, precisamos de mais iodo do que os nossos antepassados. Uma das principais razões para isso é a quantidade de mercúrio em nosso meio.
Mercúrio: o metal pesado mais tóxico
da Terra e um grande poluente industrial. Além de contaminar muitos peixes,
está presente também em vacinas, obturações dentárias, fungicidas e até mesmo
no ar que respiramos. Até uma pequena exposição leva a graves consequências
para a saúde.
Veja só, o mercúrio compete com o
iodo em suas células ligando-se aos receptores desse mineral. Em pouco tempo, o
mercúrio empurra o iodo completamente fora de suas células, tornando-se
deficiente.
Felizmente, todos os transtornos de
deficiência de iodo e perigos relacionados com a saúde podem ser prevenidos por
uma ingestão adequada do nutriente.
Além disso, a deficiência pode causar:
- Ganho de peso
- Energia baixa
- Depressão
- Doença cardíaca
- Declínio cognitivo
Como o iodo lhe protege
Protetor contra o crescimento das
células cancerígenas, também está envolvido na apoptose ou morte celular
programada, necessária para o desenvolvimento de novas células e remoção de
células malignas ou doentes.
Nosso corpo não produz iodo, portanto devemos obtê-lo de
fontes externas.
Como aumentar seus níveis de iodo
Algas marinhas, como kelp, kombu e
wakame, que além de ricas em iodo apresentam alta concentração de selênio. Este
é um cofator essencial nas enzimas utilizadas no tecido da tireóide e da mama
para a ação do iodo. Mas lembre-se, melhor evitar algas do Japão, pelo risco de
contaminação do acidente nuclear de Fukushima em 2011.
Manteiga de vacas criadas a pasto é
outra fonte de iodo e gorduras saudáveis , além de conter alta concentração de
vitaminas, glicosfingolípidos e ácidos linoléicos conjugados (CLA).
Sal marinho: O sal é uma maneira
fácil de aumentar o seu nível diário de iodo. Ao contrario do que se pensa, o
sal não é seu inimigo. Você não pode viver sem sal, e você precisa dele para
digerir os alimentos. Seu coração, glândulas supra-renais, rins e fígado não
podem funcionar sem ele. Mas evite o sal de mesa [sal refinado] excessivamente
processado. Não é natural e cheio de produtos químicos.
Frutos do mar: marisco, ostras,
vieiras e lagosta são ótimas fontes de iodo. O marisco também é rico em selênio
e vitaminas D, A, E e B12. Este é um cofator essencial nas enzimas utilizadas
no tecido da tireóide e da mama. Seu corpo precisa de usar iodo.
Referências bibliográficas:
J Radiat Res (Tokyo). 1972.
Int J Cancer. 2002 June 10.
J Mammary GlandBiol Neoplasia. 2005 Apr.
International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders.
1995.
Adv Clin Path. 2000 Jan.
J Natl Cancer Inst. 1993 Nov 17.
J. Cancer Res. 2001 May.
British Journal of Nutrition, 2017;118(7):525
University of Surrey, September 25, 2017
International Journal of Cancer 2002; 99(5):747
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