MEDICINA
PREVENTIVA
TESTE DINÂMICO VERSUS TESTE ESTÁTICO
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“A detecção precoce de fatores de risco é a marca registrada do nosso
programa.” ---
TESTE
DINÂMICO VERSUS TESTE ESTÁTICO
por Ray Kurzweil e Terry
Grossman
Outro
aspecto singular de nosso programa é o amplo uso de teste dinâmico, ao invés de
estático, para a detecção precoce de anormalidades, sempre que possível. Os
testes dinâmicos avaliam a resposta do corpo a condições fisiológicas mutáveis.
Ou “estressantes”, ao passo que os testes estáticos simplesmente geram
mensurações ou condições básicas (repouso). O teste de esforço físico,
geralmente feito em esteira para avaliar a função cardíaca, é um exemplo de teste
dinâmico comum. Em um teste de esforço, o eletrocardiograma (ECG) é monitorado
tanto em repouso quanto em condições de carga de trabalho crescente. É possível
detectar a doença coronariana precoce em muito mais pacientes com o teste de
esforço do que apenas com o ECG em repouso (estático).
Outro teste dinâmico comum, realizado por
médicos convencionais, é o teste de tolerância à glicose para o diagnóstico de
diabetes, o qual é mais sensível do que o teste estático de açúcar no sangue em
jejum. Porém, como veremos no Capítulo 9 – “o problema com o açúcar (e
insulina)” –, o teste-padrão de tolerância à glicose mostra apenas os níveis de
açúcar no sangue, em resposta ao desafio provocado pelo açúcar consumido
(ingestão), não revelando, assim, muitos casos precoces de diabetes. Ao
mensurarmos também os níveis de insulina, usando o teste de tolerância à
glicose-insulina que recomendamos, poderemos diagnosticar muitos casos
adicionais de diabetes e intolerância ao açúcar. Se formos um pouco além, e
acrescentarmos um teste simples de insulina – realizado apenas por pouquíssimos
médicos nos EUA –, seria possível detectar vários casos de resistência à
insulina, um dos fatores de risco mais perigosos para diversas doenças crônicas
que afetam um segmento significativo da população.
No Capítulo 13 – “Metilação – de fundamental
importância para a saúde” –, debatemos o metabolismo anormal de homocisteína,
um fator de risco para doença coronariana, acidente vascular cerebral e doença
de Alzheimer, enfermidade que atinge mais de 1/3 da população adulta. Porém,
muitos cardiologistas não fazem nem mesmo o teste estático em seus pacientes
para determinar níveis de risco, e a maioria das grandes cidades americanas não
tem um único cardiologista fora do hospital-escola que faça o teste de esforço
dinâmico para homocisteína que recomendamos, muito mais exato e menos oneroso.
A detecção precoce de fatores de risco é a
marca registrada do nosso programa. Ao se realizarem testes dinâmicos de
esforço quando for adequado, será possível aumentar substancialmente a eficácia
dos processos de avaliação.
Fonte: págs. 26-27, do
livro “A Medicina da Imortalidade”: as dietas, os programas e as inovações
tecnológicas que prometem revolucionar nosso processo de envelhecimento / Ray
Kurzweil / Terry Grossman; tradução Cássia Nasser – 2ª Ed. Ver. – São Paulo :
Aleph, 2007.
[EU SOU SAUDÁVEL!]


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